Economia

Mais de 10 milhões de empregos podem ser gerados com Internet das Coisas

Estimativa é do Ministério das Comunicações. Projeto de Lei visa isenção tributária de cinco anos e pretende gerar empregos

Lucas Braga
economia@ootimista.com.br

Foto: Beatriz Bley

Com a aprovação no Senado do Projeto de Lei (PL) 6.549/2019, que incentiva a chamada Internet das Coisas, o mercado espera desenvolvimento tecnológico e geração de empregos no País. Isto porque o PL dispensa a licença de funcionamento e reduz a zero as taxas de fiscalização de instalação e funcionamento dos sistemas de comunicação máquina a máquina. A isenção tributária tem prazo de cinco anos. O texto segue para sanção presidencial.
A expectativa é que a implementação da Internet das Coisas e da internet 5G gere mais de 10 milhões de empregos, já começando em 2021, segundo o Ministério das Comunicações. Conforme o texto aprovado, dispositivos com conectividade 5G serão desonerados até, pelo menos, janeiro de 2026.
Os seguintes tributos serão dispensados: Contribuição para o Fomento da Radiodifusão Pública (CFRP), Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine), Taxa de Fiscalização da Instalação (TFI) e de Fiscalização do Funcionamento (TFF). “A Internet das Coisas (ou Internet of Things, IoT, em inglês) deverá ser ainda mais impactante para a economia do que foi a introdução da telefonia móvel celular, que transformou a maneira como as pessoas se comunicam diariamente”, argumenta o relator do PL, senador Izalci Lucas (PSDB-DF).

Conceito
De microssensores para monitoramento de pacientes em hospitais até máquinas de colheita que funcionam sozinhas, na IoT, novas aplicações permitem o uso coordenado e inteligente de aparelhos para controlar diversas atividades. Essa utilização de redes por dispositivos, sem intervenção humana, que trocam dados entre si é o chamado sistema máquina a máquina.
As possibilidades de experiências automatizadas são infinitas, de acordo com Raul Santos, economista e vice-presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef Ceará). “O balanço geral feito pelo mercado é que vão ser gerados postos de trabalho, apesar de algumas funções passarem a ser mais facilmente robotizadas, a depender do nível de automação alcançado. Os setores que devem crescer mais com os incentivos são os de logística, desenvolvimento de sistemas e soluções, além de outros cargos backoffice”, analisa.
A automação mencionada pode ser em larga escala, como carros autônomos ou indústrias robotizadas, ou em pequena escala, como eletrodomésticos inteligentes e smartwatches. E essas tecnologias vão também ser refletidas na sustentabilidade de recursos. Seja para a melhor aplicação de energia elétrica, racionamento de água, mensuráveis de uso de dados, aplicações de força de trabalho humana, dentre outras.
“As indústrias vão conseguir analisar a intensidade de uso de um eletrodoméstico para conceder garantia, por exemplo. A garantia deixará de ser genérica para ser mais criteriosa e personalizada. O mercado em peso vai buscar mais eficiência e haverá aumento da corrida de startups para esse ramo”, projeta Raul.
Leonardo Cavalcante, CEO da empresa de tecnologia Nestec, completa explicando que os novos recursos vão mudar os padrões de consumo da sociedade. “As inovações vão desde gestão até controles de cidades inteligentes (conceito smart). Fala-se tanto de 5G porque, muito mais que aumentar velocidade de navegação, essa rede vai promover série de melhorias de desempenho, viabilizar a IoT, aumentar segurança virtual, dentre outras vantagens”, pontua. (com Agência Brasil)

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