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Fortaleza entra em lockdown a partir da meia-noite desta sexta-feira

Decreto com a decisão deve ser publicado nesta quinta. Norma que tem prazo de duração de 14 dias objetiva barrar a celeridade da covid-19, afirmou Camilo Santana em live. Segundo o governador, “é a unica forma que temos”

Kelly Hekally
kellyhekally@ootimista.com.br

Diversas capitais no Brasil vêm passando por lockdown, uma vez que a atual onde de covid mostra-se bem mais severa que a 1ª (Foto: Beatriz Bley)

Fortaleza entra em lockdown a partir da meia-noite desta sexta-feira (5). O anúncio foi realizado nesta quarta-feira (3) pelo governador Camilo Santana (PT), ao lado do prefeito da Capital, José Sarto (PDT), e do titular da Secretaria de Saúde (Sesa), Dr. Cabeto.

A previsão é de que o decreto que legitima a nova regra, válida por 14 dias, seja publicado nesta quinta-feira (4), no Diário Oficial do Estado (DOE). Segundo o governador, a decisão veio após reunião com a equipe de saúde e representantes de outros segumentos, a exemplo do Judiciário e da economia. Expectativa da indústria é de que o setor não pare, conforme a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec).

“É a única forma que temos […] A situação é muito grave”, afirmou, lembrando que o Brasil vem batendo recorde de mortes por covid-19. Camilo Santana apontou que, apesar da ampliação do número de leitos de enfermaria e Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em todo o Estado voltados a pacientes infectados com o novo coronavírus, a ocupação segue alta. “Praticamente todos já lotados”. O gestor acrescentou ainda que só a vacinação resolverá a crise, mas poderou que as doses de imunizantes têm chegado lentamente ao Ceará, assim como a outras unidades federativas.

Alta demanda das UPAs
Sarto argumentou na transmissão realizada por meio das redes sociais que o atual pico de covid-19 nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) é superior ao auge da pandemia ocorrido em maio de 2020 na Capital. Dr. Cabeto apontou que o isolamento físico reduz as chances de mutação viral – fator que vem se mostrando um dos principais responsáveis pelo aumento da média de novos casos e da ocupação de leitos.

Segundo pesquisadores do novo coronavírus, a variante causa maior devastação de saúde e, consequente, quadro grave da doença em pessoas infactadas pela mutação do novo coronavírus. O titular da Sesa citou ainda que a nova fase da pandemia soma maior número de casos que a primeira, sentida fortemente sobretudo entre os meses de abril e junho do ano passado, mas que a taxa de letalidade registrada nos últimos dias no IntegraSUS aponta que o índice vem sendo inferior ao do ano passado, por exemplo.

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