Economia

Exportação de pescado no Ceará salta 66,7% em um ano, segundo Sedet

Principal mercado são os Estados Unidos. Negociações entre compradores europeus e governo federal devem alavancar exportações locais. No ano passado o Ceará se tornou o principal exportador de pescado do Brasil

Marta Bruno

martabruno@ootimista.com.br

O setor de pescados, no Ceará, é um dos mais promissores nas relações externas. No ano passado, segundo dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho do Ceará (Sedet), o aumento na receita de exportações foi de 66,7%, passando de US$ 13.586 milhões em 2018 para US$ 22.652 milhões em 2019.
No ano passado, 51% dos produtos foram para os Estados Unidos e 19% para a China. Ainda em 2019, o Ceará ultrapassou o então líder em exportações de pescado no Brasil, o Pará. Hoje o mercado local responde por 29% das exportações nacionais no setor.

Indicadores
De acordo com o secretário executivo do agronegócio da Sedet, Sílvio Carlos Ribeiro, com a possível retomada das relações com a Europa, os indicadores tendem a melhorar. Segundo ele, desde 2017 o Brasil não negocia pescado com o continente, devido a problemas de comercialização, do próprio setor e por conta da qualidade do produto. “Nesse ano já negociamos e vamos ampliar as exportações”, vislumbra.
Mesmo com a perda desse mercado, no ano passado o Ceará se tornou o principal exportador no setor, ficando com 29% da fatia nacional nas vendas externas.
O Pará, que era líder, ficou em segundo lugar, com 22% do mercado nacional. “Nos últimos anos, o crescimento tem sido muito grande, principalmente com a entrada do atum. A lagosta tem um potencial enorme, a captura se mantém estável, mas estamos pegando um produto com melhor qualidade e vendendo para um mercado mais exigente, mas a lagosta inteira e, de preferência, viva, principalmente para os Estados Unidos. China e países asiáticos. Nesse caso, ela vai de avião. Como não tem muito avião saindo, isso também virou um gargalo. Estamos mandando até para a Austrália”, informa Ribeiro.
De 2018 para 2019, houve incremento de 38,4% nas exportações do produto, passando de US$ 42.087.459 para US$ 58.260.406.

Geração de empregos e aquecimento do mercado interno

Considerando o potencial local para a carcinicultura, as condições climáticas e as técnicas de criação de camarões em viveiros, há 14 anos a Bomar Pescados comercializa insumos marítimos como o camarão, tendo como base a criação localizada em Acaraú, município distante 198 quilômetro de Fortaleza. Em cinco fazendas de cultivo de camarão distribuídas em 445 hectares de viveiros ativos, a produção anual chega a 2.000 toneladas de camarão marinho da espécie litopenaeus vannamei.

Com o trabalho, a empresa gera 330 empregos diretos, sendo 140 nas fazendas e 190 no setor industrial. A atuação é mais voltada para o mercado interno, mas também há exportação de insumos. No país, a empresa distribui para Pernambuco, Pará, Maranhão, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal, além de para o Ceará. De acordo com o diretor comercial da Bomar, Gentil Linhares Filho, a principal preocupação da empresa é garantir a qualidade do produto.

“Todo o processo, desde a criação até o beneficiamento industrial e comercialização, atende a todas as recomendações de órgãos de inspeção municipal, estadual e federal. Nosso camarão passa por um rigoroso controle de qualidade e higiene, uma logística de transporte rápida e eficientes centros de distribuição”, garante. `Para o diretor corporativo Edson Farias, um dos motivos a estrutura verticalizada de sua cadeia produtiva faz diferença na qualidade do produto que chega ao consumidor. Isso, segundo ele, envolve rigor aplicado nos laboratórios, fazendas, indústria de beneficiamento e centros de distribuições. “A sua estrutura administrativa enxuta e eficiente proporciona agilidade empresarial tanto no fornecimento dos insumos aos clientes, quanto em

Deixe uma resposta

Compartilhe

VEJA OUTRAS NOTÍCIAS