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Erivaldo Carvalho: Para onde vai o PSD-CE nas eleições de 2022?

Domingos Filho controla o partido no Ceará/Divulgação

A pergunta acima tomou contornos mais nítidos nas últimas semanas, na medida em que vem ficando mais nebuloso o desfecho da coligação liderada pelo PDT. Grosso modo, quanto mais tensa a relação do pedetismo com o petismo no Estado, mais preciosa vai se tornando a presença da hoje segunda maior força política do Ceará, liderada por Domingos Filho. No movimento inverso, se o PT seguir com o PDT e conseguir o posto do candidato a vice-governador, o PSD, dificilmente, seguirá na coligação.

O plano B do PSD parece estar desenhado. Há conversas, embora preliminares, entre os grupos do ex-vice-governador e do líder da oposição, Capitão Wagner (União Brasil). Domingos é um dos políticos mais pragmáticos desta geração. Entenda-se, por isso, um personagem que valoriza mais resultados concretos do jogo do que nuanças ideológicas. Ou seja, não importa por qual caminho, desde que chegue, em outubro próximo, à altura do número 598 da Av. Barão de Studart, em Fortaleza, onde há uma hoje desocupada Vice-Governadoria.

Lembremos que o PSD, controlado, nacionalmente, por Gilberto Kassab, está na base bolsonarista em Brasília – o que tornaria até mais coerente o PSD no palanque de Wagner, no Ceará. Todavia, Domingos Filho e seguidores têm declarado estarem firmes no projeto político hoje alojado no Abolição. A pergunta acima, portanto, segue em aberto. Pode ser que o PSD-CE esteja numa encruzilhada. Mas pode ser, também, que esteja somente fazendo o que se faz muito, a essas alturas: mexer-se, para não sair do lugar.

O que (também) se especula
Nem PDT dos FGs nem União Brasil de Wagner. Como onde há escassez de informação abundam especulações, aí vai mais um balão de ensaio, que está saindo do laboratório instalado no centro dos bastidores da sucessão estadual cearense. Na hipótese de o PT romper com o PDT, uma chapa majoritária poderia ser formada por Eunício Oliveira (MDB), Domingos Filho (PSD) e Camilo Santana (PT). Eunício e Domingos, apesar das diferenças, já foram próximos várias vezes – inclusive fazendo dobradinha, quando ambos disputavam mandato de deputado federal e estadual, respectivamente. E o PT, por que iria para esse palanque?. Possível resposta: o acordo estaria sendo costurado, via ex-presidente Lula.

Fator Cid Gomes
Prefeitos aliados ao Abolição seguem defendendo o nome do senador Cid Gomes (PDT) para o Governo do Estado. Ele tem experiência e seria um nome estabilizador, politicamente, segundo enfatiza o deputado estadual Sérgio Aguiar (PDT). O ex-governador já declarou ter outros planos: continuar no Senado – mandato vai até 2026 e, na sequência, ir para a iniciativa privada. Aguardemos.

Izolda Cela 2024
São suplentes do senador Cid Gomes, nessa sequência, os empresários Prisco Bezerra – irmão do ex-prefeito Roberto Cláudio (PDT) -, e Júlio Ventura. Num cenário com Cid de volta ao Executivo do Estado, o ex-gestor da Capital seria, indiretamente, contemplado. Já Izolda ficaria, além dos nove meses como governadora, com o compromisso de ser lançada à Prefeitura de Sobral, em 2024. Aguardemos, parte 2.

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