Colunista

Erivaldo Carvalho: Debate presidencial: da ausência de Lula ao padre auxiliar do Palácio do Planalto

O púlpito reservado ao ex-presidente Lula ficou vazio / Andre Ribeiro/Folhapress

Nestes tempos políticos mais do que em quaisquer outros, debates eleitorais seguem para muito além dos agradecimentos finais do mediador. Tanto que a última semana que antecede a votação de 1º turno começa ainda sob o impacto do debate presidencial, da noite do último sábado (24).

Calculada por seus estrategistas, a ausência de Lula já estava precificada. Sabia-se que o petista seria um dos alvos. Mas a pecha de fujão foi diluída entre o interesse dos presentes em se vender ao público e o presidente Bolsonaro (PL) que, na ausência do líder nas pesquisas, transformou-se no foco de quase todos.

Apesar de criticado, o candidato à reeleição não tem lá muito do que reclamar do embate. Aparentemente mais treinado e calmo, se comparado ao encontro na Band, dia 28, conseguiu defender e apresentar resultados de sua gestão. Ciro Gomes (PDT) ficou na média.

Mas não foi Bolsonaro quem ganhou o debate, e sim Simone Tebet (MDB). Foi didática nos diagnósticos e assertiva nas propostas. A emedebista disse que não se confessaria com Padre Kelmon. Ela e a maioria que assistiu ao petebista auxiliar do Planalto. Convenceu poucos. Mas gerou mais ira na esquerda e memes na direita do que a quantidade de votos que terá em 2 de outubro. Segue o debate.

À espera do quarteto de senadores do Nordeste

Wellington Dias é do PT piauiense / Reprodução

Pelo menos três ex-governadores lulistas do Nordeste estão afivelando as malas para o Senado: os petistas Camilo Santana (CE) e Wellington Dias (PI) e Flávio Dino (PSB-MA). Não, exatamente, esquerdista, Renan Filho (MDB) completa o quarteto que deverá atuar em bloco, a partir de 2023. Outro ponto que liga os quatro é o fato de terem sido eleitos e reeleitos chefes de Executivo Estadual. Ou seja, chegarão a Brasília com ascendência nas respectivas bancadas.

Oráculos modernos
Este 2022 está sendo marcado, também, por polêmicas envolvendo pesquisas de intenção de voto. O tiroteio verbal domina não somente rodas de eleitores apaixonados. Envolve, cada vez mais, líderes políticos. A maioria, entretanto, tenta desacreditar os institutos da boca para fora. Todos encomendam sondagens, com os mais variados diagnósticos e prognósticos sobre os rumos da disputa. Nenhum deles dá um passo em decisões importantes sem consultar os oráculos modernos. O mais, é querer fazer coro às claques e incautos.

A semana
Eis que entramos na reta finalíssima das eleições de 2022. Pelo menos, para os parlamentos – deputados e senadores. Presidência da República segue em aberto. Para governos estaduais, deveremos ter um dos maiores índices de decisões em 2º turno. Isso é um bom sinal? Pode ser que sim. Escolhas importantes requerem pensar mais de uma vez.

A lista do PSD
O PSD aponta para a conquista de 5 das 46 cadeiras na Assembleia Legislativa, nessa sequência: Gabriela Aguiar (filha de Domingos Filho), Simão Pedro (ex-prefeito de Orós), Sávio Pontes (ex-prefeito do Ipu), Lucílvio Girão e Fernando Hugo (médicos, em mandato). A lista é uma média das bolsas de apostas que circulam nos bastidores.

Heitor afirma atuar em 140 municípios

Deputado do União Brasil diz ter enviado R$ 200 milhões / Reprodução

Se tudo der certo e nada der errado, o União Brasil pretende eleger cinco deputados federais pelo Ceará. É uma meta ousada. A bancada será mista. Ou seja, nomes novos e veteranos. Heitor Freire, que ficou no partido após a fusão do PSL com DEM, em 2021, é uma dessas apostas. Ao longo do primeiro mandato, o parlamentar focou no trabalho diversificado, em dezenas de municípios, independentemente do tamanho e vínculos políticos. Nas redes sociais, informa que enviou mais de R$ 200 milhões em emendas, para cerca de 140 gestões locais, nos últimos quatro anos. Também fechou importantes alianças com lideranças comunitárias, de olho nos mais diversificados redutos.

 

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