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Entender e respeitar a diversidade no ambiente corporativo

O tema “Diversidade” é muito mais profundo do que uma simples definição de dicionário. Diversidade, para mim, é a capacidade de ouvir outros pontos de vista sobre os mais diversos assuntos. É ter a sensibilidade para assumir o olhar do outro perante uma situação. No ambiente organizacional, respeitar a diversidade nos torna mais eficientes – ou porque mitigamos erros ou porque identificamos algo que outras pessoas não perceberam, ampliando a nossa visão de mundo e nos ajudando em momentos cruciais de tomada de decisão.

Falar de diversidade é tratar de todos os elementos que compõem os seres humanos e, se você quer fortalecer a estrutura, a imagem e o funcionamento do seu business, é preciso entender que um negócio é, antes de mais nada, formado por seres humanos.

Questões estruturais, como a discriminação racial, por classe social e por posição hierárquica persistem e certamente ainda irão persistir por um bom tempo. Mas, como em qualquer situação na vida, grandes transformações começam por meio de pequenos passos, e coisas simples certamente podem ser feitas para mudar isso.

Uma organização “doente” não gera boas referências, não deixa legados positivos para a sociedade na qual está inserida e os seus produtos ou serviços são automaticamente linkados a este histórico de decrepitude. A questão, nestes casos, não é se essa “morte” vai ocorrer, mas quando ela vai acontecer.

A dica que dou para os meus colegas gestores que querem olhar para a diversidade, mas não sabem nem por onde começar, é observar a dinâmica e como as pessoas agem. Depois, é tentar entender como você gostaria que determinadas situações se desenvolvessem para, enfim, falar com as pessoas e dialogar com as rotuladas minorias, para finalmente entender como que ela se sentem.

Pode soar piegas, mas querer o bem – ou apenas não fazer o mal – aos colegas com os quais convivemos minimiza impactos, principalmente quando falamos da delicada relação entre lideranças e liderados. Quem exerce um cargo de comando passa a ser referência para a sua equipe, um espelho que pode ser benéfico ou prejudicial. Faça as suas escolhas para deixar o melhor legado possível para aqueles que estão ou estiveram com você.

Ana Alice Limongi é Diretora de Desenvolvimento Humano e Organizacional da Neobpo

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