Economia

Empresas se reinventam para ampliar oferta de veículos

Com o baixo estoque nas locadoras, objetivo é atender usuários que enfrentam dificuldades para alugar carros. Com isso, novos serviços são criados para atender a demanda

Giuliano Villa Nova
economia@ootimista.com.br


Se repentinamente você precisar alugar um carro em Fortaleza, é possível que encontre dificuldades para achar um veículo. O mesmo problema é enfrentado, em certos horários, por usuários de aplicativos de transporte. E a explicação é basicamente a mesma: estariam faltando carros para locação no mercado. De acordo com o Sindicato das Locadoras de Veículos Automotores do Estado do Ceará (Sindiloce), o estoque de algumas empresas foi bastante reduzido com a alta demanda.
Entre as causas estão a retomada das atividades das empresas, o aumento de profissionais liberais que locam carros para atuar como motoristas de aplicativos e a procura por candidatos a prefeito e a vereador nas eleições. “As montadoras ficaram paradas por vários meses, em razão da pandemia, e informaram que só vão poder destinar veículos e peças para as locadoras no começo do ano que vem”, garante Carlos Augusto da Silva, Presidente do Sindiloce.
Para oferecer novas opções aos consumidores, algumas empresas estão se reinventando e lançando serviços próprios de aluguel de veículos. É o caso do Grupo Newland, que trouxe ao mercado em 2019 um serviço de compartilhamento de veículos (por app), o Kinto Share, que permite o aluguel de veículos Toyota e Lexus por hora ou dia, e recentemente lançou o Kinto One, serviço de terceirização e gestão de frotas corporativas. “O Grupo Newland tem hoje uma nova área de mobilidade, que oferece o aluguel de veículos. Com esses dois produtos, conseguimos atender pessoas físicas e jurídicas, sendo que o app está disponível apenas para pessoas físicas”, explica André Fiuza, consultor de mobilidade – aluguel de carros do Grupo Newland.

Segmentos
Para algumas empresas, que têm foco em segmentos específicos de locação de carros, a falta de veículos não está afetando os negócios. É o caso da Prime Plus, que tem quase 98% dos clientes como pessoa jurídica. Um dos diferenciais da empresa é a variedade de serviços. “Alugamos veículos, desde modelos populares até vans e ônibus, inclusive de fretamento para funcionários. Também fazemos locação com e sem motorista, algo que algumas empresas não fazem. Procuramos atender qualquer necessidade do nosso cliente”, comenta Pedro Brandão, CEO da Prime Plus.
Outras facilidades oferecidas pela Prime Plus para os clientes são o serviço de rastreamento de veículos (também chamado de roteirização), a rapidez do atendimento e a locação de carros por meio de empresas de aplicativo. “Hoje temos 300 veículos alugados por meio de aplicativos. A matriz da empresa é em Fortaleza, mas temos estrutura para atender clientes em todo o Norte e Nordeste”, relata Pedro Brandão.
Carlos Augusto espera que o estoque das empresas de locação aumente após as eleições. “Os veículos alugados para as campanhas serão devolvidos. Para a alta estação das férias, a partir de meados de dezembro, deveremos ter um aumento de 20% na procura”, projeta.

Chegada das férias deve reaquecer o setor

A aproximação do final do ano e o começo da alta estação de férias devem reaquecer todos os setores da economia cearense, inclusive o de locação de veículos.
Para Carlos Augusto da Silva, presidente do Sindiloce, a preocupação é se haverá automóveis disponíveis no mercado para atender a demanda. “Essa retomada do fim do ano está muito aguardada, pois passamos meses parados. O problema é se faltar o produto principal para a gente trabalhar, que é o carro. Esperamos que as montadoras cumpram o que prometeram, de fornecerem veículos novos nos próximos meses”, projeta.

Expectativa
Pedro Brandão, CEO da Prime Plus, também está na expectativa pela chegada da alta estação turística, mas o cancelamento da festa pública da virada de ano em Fortaleza pode atrapalhar um pouco os planos. “Se houvesse aquele Réveillon de sempre, com certeza os hotéis estariam lotados e teríamos muito mais demanda por locação. Felizmente, sentimos um pouco menos essa perda, devido ao nosso cliente prioritário, que são as empresas”, comenta o empresário.

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