Economia

Em recuperação, varejo ampliado cearense cresce 12,1% em julho

Os números são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O recebimento das parcelas do auxílio emergencial e a reinvenção das empresas impulsionaram os resultados

Lucas Braga
economia@ootimista.com.br


Considerando todas as categorias do varejo ampliado, o Ceará teve variação positiva de 12,1% no volume de vendas em julho. O número inclui o varejo de automóveis e material de construção. Entre os estados do Nordeste, o Ceará teve o quarto melhor resultado em julho, atrás da Paraíba (+21%), Pernambuco (+15,8%) e Alagoas (+14,3%). Os números são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quinta-feira (10).
O avanço foi menor que junho (37,5%), mas ainda um resultado expressivo, conforme analisa Claudia Brilhante, diretora Institucional da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio-CE). “Isso não quer dizer que manteremos essa curva em decréscimo. O segundo semestre é normalmente de recuperação, entre setembro e dezembro. Tivemos grandes perdas na economia, mas acreditamos na retomada. É uma luz que começa a acender”, pontua.
Cláudia acrescenta que o recebimento das parcelas do auxílio emergencial e a reinvenção das empresas impulsionaram os resultados. “Temos a Semana Brasil, Fortaleza Liquida e, no próximo mês, o Dia das Crianças, que são períodos de aquecimento das vendas. Em seguida, teremos Black Friday e as compras de fim de ano. Estamos otimistas”, completa.
A receita nominal do varejo ampliado apresentou crescimento de 11,4% em julho, no Estado. Já no acumulado dos sete primeiros meses do ano, o varejo ampliado cearense ainda não se recuperou, mostrando 13,1% de retração em comparação a janeiro-julho do ano passado.

Brasil
O comércio brasileiro fechou julho com alta de 5,2%: o maior crescimento para o mês desde o início da pesquisa, em 2000. Com a alta, o indicador recupera o patamar pré-pandemia e ainda se aproxima do recorde histórico atingido em outubro de 2014 (diferença de apenas 0,1%), antes da recessão de 2016. Com relação ao mesmo mês do ano anterior, as vendas do comércio cresceram 5,5%, a maior alta para o mês desde 2013.
“Até junho, houve uma espécie de compensação do que ocorreu na pandemia. Em julho, já temos um excedente de crescimento”, diz o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.
As vendas de tecidos, vestuário e calçados estão 32,7% abaixo de fevereiro; enquanto equipamentos para escritório, informática e comunicação permanecem 6% abaixo do nível pré-pandemia. Também não se recuperaram ainda combustíveis e lubrificantes e veículos, motos, partes e peças, que estão 9,6% e 19,7%, respectivamente, abaixo de fevereiro. Os especialistas temem que o ritmo de retomada seja afetado com a redução do valor do auxílio emergencial pago pelo governo, que será de R$ 300 até o fim do ano.

De acordo com o IBGE, o comércio cresceu em 21 das 27 unidades da federação em julho, em comparação com o mês anterior. O chamado comércio varejista ampliado, que inclui vendas de automóveis e materiais de construção avançou 7,2%, no País. Em relação a julho de 2019, o varejo ampliado cresceu 1,6%, interrompendo a sequência de quatro meses em queda.

Houve expansão em livros, jornais, revistas e papelaria (26,1%); tecidos, vestuário e calçados (25,2%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (11,4%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (7,1%); combustíveis e lubrificantes (6,2%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (5%) e móveis e eletrodomésticos (4,5%). Apenas hipermercados e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo ficaram estáveis. (com Folhapress)

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