Economia

Dia das Crianças pretende levar 72% dos brasileiros às compras

Apesar do feriado nacional em 12 de outubro, lojas na Capital não irão fechar. Comércio no Centro funcionará das 9 às 17 horas e, nos shoppings, das 10 às 22 horas

Marta Bruno
martabruno@ootimista.com.br

Atrás somente do Natal e do Dia das Mães em volume de vendas no calendário do varejo, o Dia das Crianças se aproxima com boas expectativas para o comércio local. Em todo o país, é esperado que 72% dos consumidores comprem presentes.
Os dados são da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em parceria com a Offer Wise. Os produtos mais visados são as roupas e calçados (38%), bonecos/bonecas (33%) e os jogos de tabuleiro/educativos (28%). A expectativa é de que o varejo movimente aproximadamente R$ 10,87 bilhões no país.
O comércio em Fortaleza irá abrir normalmente na próxima segunda-feira das 9 às 17 horas, e as lojas dos shoppings, das 10 às 22 horas. A decisão foi acertada entre trabalhadores e empresários, que apostam em aquecimento das vendas nesses últimos meses do ano e cumprem acordo com a Convenção Coletiva dos Comerciários 2019/2020.
De acordo com o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Fortaleza, Assis Cavalcante, a abertura atende à solicitação dos empresários antes mesmo da pandemia. “Definimos o trabalho nesses feriados antes da pandemia. Agora, neste momento de retomada do comércio, a decisão nos parece muito bem-vinda para ajudar na movimentação da economia”, defende.
Para ele, o fato de os parquinhos de shoppings estarem abertos motivará os pais a irem com as crianças aos equipamentos, o que gera venda espontânea. Além disso, Cavalcante afirma que uma parceria da CDL com a Polícia Militar deve garantir mais segurança ao consumidor que for às compras no Centro da cidade.
O presidente da entidade destaca ainda que as vagas de emprego temporário nesse período são um alento para quem busca emprego permanente. Isso porque, segundo Cavalcante, 20% dessas vagas são efetivadas após a data.
Assis Cavalcante lembra que quem optar por ir às lojas físicas estará seguro em relação à biossegurança. “Os três últimos meses tivemos resultados satisfatórios, crescimentos em torno de 2%, 3% e 5%. Os lojistas estão preparados”, assegura.
Segundo a diretora institucional da Fecomércio no Ceará, Cláudia Brilhante, o tíquete médio deve ficar entre R$ 100 e R$ 150. “A retomada ainda se encontra travada, não começou no ritmo que esperamos. Devido ao auxílio emergencial as pessoas conseguiram ter um capital de giro, mas sabemos que não vamos ter aquele brinquedo ou eletrônico caro. Serão mais lembranças”.

Shoppings esperam aumento de 10% nas vendas em relação a 2019

Apesar de a circulação nos shoppings estar de 15% a 20% abaixo da média em relação ao ano passado, o setor está animado com as vendas para o Dia das Crianças. Com o consumo em ascensão nos últimos dois meses, outubro inicia o período mais próspero para as vendas. Isso porque, após o 12 de outubro, novembro virá com black friday e dezembro, com o esperado Natal.

Segundo o representante no Ceará da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), Wellington  Oliveira, grande parte dos equipamentos fecharam agosto e setembro com altas em relação a 2019. “Há segmentos com desemprenho melhor, como artigos do lar, telefonia, informática e supermercado. Outros não, como moda, calçado, alimentação. Mas a proximidade do Dia das Crianças gera uma expectativa muito grande, porque é o início do calendário de fim de ano e porque as lojas estarão abertas”, contextualiza.

Segundo o Oliveira, a expectativa é crescimento de 10% nas vendas em relação ao ano passado, nos shoppings em geral. Entre os fatores que motivam a estimativa estão o início do mês, a liberação dos parquinhos individuais e dentro dos restaurantes (no máximo 35% da capacidade) e a data comemorativa. Porém, mesmo com as lojas abertas, Wellington Oliveira afirma que os shoppings continuam seguindo com rigor as orientações públicas sobre cuidados sanitários.

“Continuamos tendo todos os cuidados. Tanto que não faremos eventos para não aglomerar crianças, idosos. A pandemia melhorou, mas não passou ainda”, frisa. O representante da Abrasce ressalta que o consumidor do Dia das Crianças costuma fazer compras nos três dias que antecedem a data. Para evitar transtornos, Wellington afirma que as unidades estão reforçando a segurança, acompanhando a movimentação nas lojas de crianças, fiscalizando e dando apoio para que nenhuma regra dos protocolos seja descumprida.

Com base nesse cenário, o Grupo Ri Happy preparou lançamentos para todos os bolsos e facilidades na hora do pagamento. com brinquedos a partir de R$ 19,99 e parcelamento em até 12 vezes sem juros. Segundo levantamento da empresa, os destaques de venda neste ano incluem os jogos, como o Banco Imobiliário e Uno, os bonecos de youtubers e as bonecas Barbie e Baby Alive. As escolhas revelam a opção por se divertir em família e focar menos em eletrônicos.

Desde o início da pandemia, a empresa promove atividades educativas nas redes sociais e lançou o serviço Disk Brinquedo, que funciona pelo Whatsapp, e entrega produtos higienizados na casa dos compradores. De acordo com o CEO do grupo, Ronaldo Pereira Junior, o papel do brinquedo na formação das crianças tornou-se ainda mais importante no combate ao novo coronavírus. “Nosso site cresceu mais de 140% no número de visitas desde o início da pandemia, com destaque para as vendas de jogos e quebra-cabeças, que triplicaram. Esse fato demonstra que o brinquedo foi a principal conexão e passatempo entre pais e filhos nesse momento difícil de isolamento em casa. A pandemia deixará lembranças no público infantil e, por isso, é fundamental estarmos cada vez mais conectados com as crianças, oferecendo apoio, brincadeiras lúdicas e aprendizado”, pontua.

Segundo o presidente, as lojas estão com atendimento reforçado, controle no fluxo de pessoas e com ferramenta online criada para a data. Ao acessar a página www.rihappy.com.br/presente-dia-das-criancas, o cliente encontra a opção “Presente Perfeito”, que permite a busca e filtragem para encontrar o produto mais adequado ao perfil e preferências de quem será presenteado.

Em relação aos preços, há brinquedos a partir de R$ 19,99. O modelo ship from store, que funcionava antes da pandemia com 11 lojas e foi ampliado para 80 pontos que atuam como pequenos centros de distribuição do e-commerce, distribui as entregas em todo o país. Ao mesmo tempo, a rede também fechou parcerias com apps de entrega e opera em diversos shoppings com retirada por drive thru. O grupo Ri Happy, maior marca brasileira do varejo infantil, tem mais de 270 lojas no Brasil e abrange as marcas Ri Happy, PBKIDS, Ri Happy Baby e Mundo Ri Happy. Em 2012, The Carlyle Group, gestor global de investimentos alternativos, adquiriu a Ri Happy Brinquedos e a PBKIDS. Em 2013, o grupo iniciou as atividades da marca Ri Happy Baby, unidade da rede Ri Happy desenvolvida para atender todas as necessidades das gestantes com os melhores produtos do segmento de bebês. A marca tem 32 anos.

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