Economia

Confiança do consumidor de Fortaleza cresce 3,7% em agosto

Lucas Braga

redacao@ootimista.com.br

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) de Fortaleza vem mantendo crescimento desde abril, após brusca queda no início da pandemia. Em agosto, foram mais 3,7 pontos, passando de 107,1 pontos, em julho, para 110,8 pontos. O número mostra o otimismo do consumidor e se aproxima do ICC de um ano atrás, quando a confiança era de 113,2 pontos.

Neste mês, os produtos mais desejados pelo fortalezense, segundo a pesquisa, são itens de vestuário (19,5%), seguidos de móveis (14,5%), televisores (11,6%) e calçados (11,2%). Eletrônicos como celulares, smartphones, computadores e notebooks também foram mencionados na pesquisa, assim como os eletrodomésticos geladeira, fogão e máquina de lavar roupa.

A compra desses produtos deve ser ainda mais estimulada pelo varejo na Semana do Brasil, que acontecerá em 2020 entre os dias 3 e 13 de setembro. Assim como esses 11 dias de promoções e descontos, o Dia das Crianças, em outubro, deve incrementar as vendas em todo o Estado, como projeta a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio).

O otimismo do consumidor desde abril é explicado pelo recebimento do auxílio emergencial. “As pessoas começaram a pagar suas dívidas e começou a sobrar um pouco de dinheiro. Elas têm intenção de voltar às compras”, avalia a diretora institucional da Fecomércio, Cláudia Brilhante. “Mas é preciso ter muita cautela. Não se pode gastar além das possibilidades ou se empolgar, porque ainda estamos em momento de muita incerteza na economia do País”, aconselha, positiva quanto à redução do desemprego.

Para evitar o endividamento, Claudia sugere guardar o 13º salário ou o que sobrar do auxílio emergencial para quitar as contas previstas para janeiro, como impostos e material escolar. Outra dica é não contrair dívidas grandes no momento, priorizando as compras à vista.

 Expectativa

Os mais otimistas são os consumidores da faixa de renda familiar superior a 10 salários mínimos, com Ensino Superior, do gênero masculino e com idade entre 18 e 24 anos. Globalmente, os entrevistados avaliam bem (51,9%) a situação financeira familiar, quando comparada ao ano de 2019.

Quando perguntados sobre o futuro, 67,7% acreditam que as condições financeiras de sua família estarão boas quando comparadas à situação atual. Já 17% acreditam que as condições estarão ótimas. O valor médio das compras em agosto foi estimado em R$ 565,80, mas 55,5% dos que possuem intenção de compras estão dispostos a gastar mais de R$ 1.000.

A taxa de pretensão de compras mensal teve leve queda de 0,3 ponto percentual, passando para 35 % neste mês. O grupo familiar de renda inferior a cinco salários mínimos foi o que mais reduziu a intenção de compra (de 34,2% em julho para 32,1% em agosto).  “Esse grupo abrange quem perdeu o emprego ou era autônomo, por exemplo. É quem ainda está muito dependente do auxílio, que foi o grande bote salva-vidas da Economia do País. Mas o Governo precisa liberar as categorias como bares e escolas, porque as pessoas precisam voltar a trabalhar e o auxílio é emergencial, não é vitalício”, completa Claudia Brilhante.

Metodologia

O ICC é medido pelo Índice de Situação Presente (ISP), ou seja, do momento da entrevista ao consumidor; e pelo Índice de Situação Futura (IEF), sobre a expectativa. O ISP teve crescimento de 5,4 % entre julho e agosto, enquanto o IEF teve crescimento de 2,7%, alcançando o maior nível do ano.

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