Economia

Com preparação correta, é possível se tornar um investidor partindo do zero

Quem decidiu ingressar no universo do mercado financeiro garante que é uma atividade rentável e acessível a qualquer pessoa. Especialistas ressaltam a importância de se manter bem informado

Giuliano Villa Nova
economia@ootimista.com.br


O ano começou e é tempo de fazer planos. Uma das metas que podem trazer benefícios para o orçamento pessoal é se tornar um investidor no mercado financeiro. Os especialistas garantem que qualquer um pode chegar a essa condição. E há muitas histórias de pessoas que não tinham conhecimento sobre aplicações e hoje conseguem bons resultados investindo na Bolsa de Valores. E cada vez mais pessoas percebem que isso é possível: de acordo com dados da B3, empresa que opera as negociações do mercado, no último mês de setembro, o número de pessoas físicas na bolsa brasileira alcançou a marca de 3 milhões de investidores – um aumento de 82,4% desde janeiro de 2020.
“É possível uma pessoa se tornar um investidor, partindo do zero, desde que ela entenda que é extremamente necessário se preparar. É preciso dedicar uma parcela considerável do tempo para estudar e analisar o mercado financeiro, de forma geral”, recomenda Paulo Gomes, especialista em Investimentos e planejamento patrimonial. “Se a pessoa começar aplicar sem essa base, vai se expor a um risco desnecessário e provavelmente perderá dinheiro, que é o que ocorre em 90% dos casos”.
Mas se é uma atividade rentável, porque muitas pessoas ainda não decidiram se tornar investidores? “As pessoas têm tendência ao imediatismo, e isso nos deixa na inércia em vários processos. Na maioria dos casos, não conseguimos fazer sobrar dinheiro no orçamento para pouparmos e investirmos”, analisa Darla Lopes, diretora do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Ceará (Ibef Ceará). O cirurgião dentista Diego Gibson Praxedes Martins percebeu cedo que a paciência é o melhor caminho para a vida financeira. “Desde de criança eu guardava dinheiro no cofrinho. Com o tempo, percebi que, apesar de ser um hábito saudável, existem outras maneiras de juntar dinheiro e fazê-lo ‘trabalhar’, rendendo juros”, explica.
Até começar a investir, Diego levou dois anos de preparação. “A internet facilitou muito o acesso às informações”, conta. “Apesar de a minha rentabilidade ainda ser pequena, a forma como invisto já me rende bem mais que uma caderneta de poupança. Meu foco é no longo prazo”, projeta. “Tenho o sonho de conseguir independência financeira e poder viver de rendimentos”, completa
Para quem se interessa por investimentos, uma coisa leva a outra, até que a pessoa se torne um verdadeiro ‘trader’, ou especialista em aplicações. Foi o caso de Juan Lucas Lopes Vieira, que trabalha profissionalmente na área há cerca de um ano. “No começo, eu investia em renda fixa. Eu fazia Comércio Exterior e me interessei pela área cambial. Conheci o mercado financeiro, depois me interessei por produtos de renda variável”, conta. “Certo dia, meu ex-chefe abriu uma empresa para trabalhar com a administração de capital. O projeto acabou, mas continuei a atender como agente autônomo”.
Juan Lucas afirma que os resultados são compensadores para quem decide ingressar nessa jornada. “Eu digo com toda certeza que dá para viver de trade. O importante é nunca esquecer de respeitar seu operacional, sabendo que seu capital é seu maior e mais importante instrumento trabalho. Também saber que as perdas vão acontecer, o importante é ter ganhos potencialmente maiores do que as perdas. E estar atento às notícias do mundo inteiro, pois tudo hoje em dia está muito conectado”, recomenda o profissional.

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