Economia

Cashbacks trazem vantagens, mas é preciso planejamento

Especialistas recomendam que antes de comprar, clientes devem avaliar os tipos de bonificações oferecidas e analisar as finanças pessoais, para evitar endividamento

Giuliano Villa Nova
economia@ootimista.com.br


Comprar e ter de volta uma parte do dinheiro gasto. Esse é o princípio do cashback, modelo de negócios que tem ganhado força e aquecido o comércio eletrônico no Brasil. Nos Estados Unidos, esse sistema de compra existe há 20 anos, mas por aqui cresceu somente de um ano para cá, com startups que fazem a intermediação entre marca e consumidor e empresas que decidiram criar um modelo próprio de cashback.
“Os cashbacks são modalidades de aquisição de produtos e serviços a partir de um fluxo financeiro reverso, ou seja, uma compra gera um crédito futuro para outra aquisição. O objetivo principal é a fidelização de consumidores e a multiplicação de novas compras”, explica Roberto Teles, sócio sênior e Assessor de Investimentos da Verk Investimentos.
De acordo com o relatório 2020 Global Cashback Report, o mercado mundial de cashback movimenta US$ 108 bilhões. De olho nesse potencial de consumo, cada vez mais empresas estão se lançando nesse segmento. “Bancos e financeiras também vêm apostando no sucesso dessa modalidade, assim como a Apple. É uma modalidade interessante, pois não é sinônimo de desconto, e sim dinheiro na conta corrente. E este dinheiro não tem data para expiração, diferentemente dos programas de milhas”, observa Alcione Silva, coach de Finanças Pessoais.

Modelos de cashbacks
De acordo com os especialistas, existem quatro modelos de cashbacks. O primeiro é aquele em que a própria loja anuncia seus produtos; nesse caso, a desvantagem para o cliente é não poder usar o bônus fora do site – estaria mais para um crédito, para usar na próxima compra. Outro modelo é o aplicativo conectado a várias lojas e que dá bonificação pela compra, mas o cliente só pode utilizá-la nessas mesmas lojas. Há ainda o cashback em que o cliente deve ter um cartão de crédito atrelado à marca.
O modelo mais vantajoso é aquele em que vários estabelecimentos se unem e contratam a mesma plataforma, sem depender de financeira ou do cliente ter que comprar na própria rede. Nesse caso, ele pode gastar a bonificação como quiser, inclusive em outras lojas.
“O cliente precisa avaliar se o cashback é a melhor alternativa na hora da compra ou se existem opções mais vantajosas, como desconto no pagamento à vista, que geralmente oferece um desconto maior”, orienta Alcione Silva. “A antecipação do consumo normalmente sacia o desejo do cliente, mas traz como efeito colateral a desvinculação do seu fluxo financeiro. O cashback pode ser vantajoso, desde que o usuário tenha a disciplina de gastar com o que é relevante para o seu padrão”, reforça Roberto Teles.
Confira no quadro dicas para utilizar bem o cashback, sem complicar suas finanças.

 

Cashback educacional é inovação no mercado

O princípio do cashback também está presente na educação. O Luumenz, primeiro cashback educacional do Brasil, foi desenvolvido na Incubadora de Empresas e Centro de Desenvolvimento e Inovação da Universidade Estadual do Ceará (IncubaUece).
O objetivo é facilitar o acesso a cursos das principais plataformas de educação. Para ter acesso ao serviço, é preciso se cadastrar no aplicativo Luumenz (disponível no Google Play). Ao fazer a matrícula em uma das instituições parceiras, o consumidor recebe até 100% do dinheiro de volta.
Além disso, compras feitas em lojas parceiras também são revertidas em créditos educacionais.
“Conhecemos o poder transformador da educação e as dificuldades que os brasileiros têm para acessar esse importante ativo. O propósito é levar educação de qualidade para a maior quantidade de pessoas possível”, explica Jerffeson Souza, professor do curso de Ciência da Computação da Uece e um dos idealizadores da Luumenz, junto com o doutorando em Administração da Uece, Allysson Araújo.
O usuário pode escolher o curso de preferência, em áreas variadas. Mais informações, no perfil do Instagram (@luumenzoficial) e pelo site (www.luumenz.com.br).

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