Economia

Black Friday deste ano foca nas ações de promoções antecipadas

A estratégia deste ano é distribuir as promoções nas semanas anteriores, para reduzir as aglomerações e ainda facilitar a renovação de estoque para Natal e Réveillon 

Lucas Braga
economia@ootimista.com.br


O ânimo do comércio foi reacendido após os primeiros meses de auxílio emergencial. Agora, com a redução no valor das parcelas distribuídas pelo Governo Federal, o resultado da Black Friday este ano ainda é incerto. A estratégia deste ano é distribuir as promoções nas semanas anteriores, para reduzir as aglomerações e ainda facilitar a renovação de estoque para Natal e Réveillon.
Especialistas apontam que o desempenho dessas datas pode variar muito entre as regiões, pelos índices de desemprego, controle da pandemia e encaminhamentos estaduais de retomada da economia. Não existe consenso sobre qual pode ser o resultado, pelas variáveis relacionadas à saúde pública.
Conforme a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio-CE), as expectativas este ano são mais contidas, com movimento geral do comércio no Ceará possivelmente inferior ao registrado no ano passado. Em 2019, as vendas do comércio de rua e shopping centers cresceram 9,9% no fim de semana da Black Friday, comparadas ao mesmo período de 2018, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio.
Para o Ceará, o que deve influenciar na redução de movimento é a incerteza no bolso do consumidor, segundo Cláudia Brilhante, diretora Institucional da Fecomércio-CE. Ela defende a prudência nas compras, a fuga do parcelamento e ainda a prioridade para a quitação de dívidas já existentes, principalmente com bancos, financeiras e cartões de crédito.
“Este ano, até o 13º salário de parte dos trabalhadores está menor, por causa dos acordos trabalhistas que foram feitos durante os primeiros meses de pandemia. O valor do auxílio emergencial também foi reduzido, então a sugestão é evitar gastos excessivos e o endividamento”, lembra. Cláudia conta que as lojas já preparam promoções que incentivam o pagamento à vista.
O diferencial desta Black Friday está nas compras online cada vez mais aquecidas, pela praticidade e redução de contato físico. Ainda assim, os lojistas de shoppings estão confiantes em manter o crescimento aproximado de 10%, como aconteceu em 2019 e como tem acontecido desde agosto, de acordo com Wellington Oliveira, coordenador da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) no Ceará.
Os shoppings da Capital têm limitação de 50% da capacidade máxima e mantêm controle de entrada para garantir o cumprimento dos protocolos determinados pelo Governo do Estado. “Estamos preparados para receber o cliente e para este aumento de fluxo. O cliente terá toda tranquilidade e o conforto de sempre. É uma data extremamente importante no varejo e vem crescendo nos últimos anos”.

Período é visto como termômetro para compra de Natal

A Black Friday serve como termômetro para as compras de Natal. Wellington Oliveira detalha que já no início de novembro os shoppings cearenses devem lançar suas campanhas de Natal,  com decorações mais contemplativas e menos interativas.
As famílias que optarem por não viajar no período podem ser as responsáveis pelo aquecimento nas vendas de decorações, alimentos e presentes. Nabil Sahyoun, presidente da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), menciona a necessidade de inovação das empresas, “para trazer o cliente à loja física novamente.”
“Há 12 milhões de servidores públicos que não tiveram comprometimento de renda e estão com o caixa cheio. Quem viajava não viajou, e tem muita disponibilidade de dinheiro para sair às compras”, afirma.
Existe ainda a expectativa de que ações solidárias feitas por instituições e empresas deverão ser fortalecidas no período de fim de ano, o que deve também ajudar a movimentar a economia. (Com Folhapress)

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