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As vantagens e os riscos de atacar o bolsonarismo em Fortaleza

O primeiro debate dos pré-candidatos do PDT à Prefeitura de Fortaleza sinalizou que o cenário nacional deverá pautar parte da campanha. De forma direta ou não, todos os cinco pré-selecionados – Ferruccio Feitosa, José Sarto, Salmito Filho, Samuel Dias e Idilvan Alencar -, ensaiaram ataques ao presidente Jair Bolsonaro. O objetivo é claro: minar o hoje principal adversário, Capitão Wagner (Pros), alinhado ao desgastado presidente da República. No pano de fundo está, também, a projeção da trincheira antibolsonarista, a partir do Ceará, berço político de Ciro Gomes, de olho em 2022. O plano pedetista parece correto, já que busca polarizar com o nome mais consolidado no cenário local, até aqui. Mas há “poréns”: a pré-candidata Luizianne Lins (PT), bem posicionada, vem utilizando a mesma tática, a exemplo de outros postulantes menos expressivos. Significa que o candidato do PDT, ainda desconhecido, precisa partir bem na largada para ultrapassar a petista. E há o risco, embora remoto, de Bolsonaro melhorar a performance na opinião pública – forçando governistas a mudarem de estratégia em plena campanha.

Os rumos do PSDB
A década dos anos 1990 foram anos dourados para o PSDB. À época, o partido elegeu e reelegeu o presidente da República, fez o Plano Real e implantou a Lei de Responsabilidade Fiscal. No Ceará, dominou o cenário político, do governo estadual à maioria das prefeituras, passando pelo legislativo. Hoje, o partido é um fantasma do que já foi, com três presidenciáveis – Aécio Neves, José Serra e Geraldo Alckmin – bichados, sem protagonismo no Congresso e, por aqui, no dilema sobre os próprios rumos na corrida municipal.

Em grande estilo
Dois dos cinco pré-candidatos do PDT à Prefeitura de Fortaleza – José Sarto e Idilvan Alencar -, ganharam visibilidade acima dos demais, nos últimos dias. O primeiro, por presidir a Assembleia Legislativa, que retomou sessões presenciais. O segundo, pelo debate em torno do Fundeb, do qual é grande defensor.

Mais do mesmo
A provável substituição do Bolsa Família pelo Renda Brasil é o roteiro de muitos filmes já vistos: o rebatismo de programas e ações, para reivindicação de paternidade.

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