Economia

As inovações das fintechs vieram para ficar?

Proporcionando crédito mais acessível, as fintechs têm aumentado principalmente durante a pandemia. Regulamentadas pelo Banco Central, as instituições financeiras têm ajudado empresas no momento de retomada econômica

Proporcionando crédito mais acessível, as fintechs têm aumentado principalmente durante a pandemia. Regulamentadas pelo Banco Central, as instituições financeiras têm ajudado empresas no momento de retomada econômica

Lucas Braga
economia@ootimista.com.br

Com soluções diferenciadas e formato mais moderno, as startups de finanças vêm propondo mudanças no sistema financeiro e ganhado a confiança do mercado. O crescimento dessas empresas, convencionalmente chamadas fintechs (tecnologia em finanças, em neologismo do inglês) tem sido ainda maior em meio à pandemia.

Regulamentadas pelo Banco Central (BC), as fintechs são instituições consideradas seguras e que aprimoram serviços, atendimento e tecnologia à medida em que ganham espaço no mercado. As prometidas desburocratização e diminuição dos spreads são atrativos, com crédito chegando ao consumidor com menor custo de operação e taxas inferiores de juros.

A descentralização dos serviços bancários já é o alvo de milhares de fintechs no Brasil. De acordo com Raul dos Santos Neto, vice-presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef), algo como uma seleção natural se dará entre essas novas empresas. “Elas vieram para ficar, mas nem todas vão ser vencedoras. Vão se dar bem aquelas que tiverem melhor projeto, mais perseverança, acessarem recurso adequado para desenvolverem seus produtos e atingir o público-alvo”, resume.

Ao buscar serviços de fintechs, a recomendação é pesquisar sobre a base de clientes, investidores e tempo de funcionamento, por exemplo. Elas têm estrutura majoritariamente digital, mas também seguem normas impostas pelo BC e mantêm políticas de segurança virtual.

Criada em 2018, a cearense Lucrum é voltada à gestão financeira de clientes corporativos no Sudeste e Nordeste, principalmente pequenas e médias empresas prestadoras de serviço. Com novo aplicativo a ser lançado em novembro, já em 2021 a fintech deve ir para São Paulo, como prevê o CEO, Luiz Marques. “Nele, as empresas logam e o dashboard tem informações condensadas sobre o financeiro dele, de forma automatizada, com software próprio nosso. São indicadores financeiros, inadimplência, fluxo de caixa, report diário, dentre outros itens”, explica.
Assim, cuidando das finanças de terceiros, a Lucrum conquistou clientes de várias áreas como construção civil, arquitetura, advocacia, educação, segurança, saúde e marketing, por exemplo.

“As fintechs têm diferencial competitivo, mesmo com os grandes bancos migrando muito para o digital. Conhecer esses serviços menos onerosos virou questão de qualidade de vida, como na crise trazida pela pandemia, quando muitos enxergaram essas opções”, completa Luiz.

Facilidade de pagamentos e agilidade nos negócios
A PagBrasil se especializou no processamento de pagamentos para e-commerces. A inovação se deu com a pioneira confirmação de pagamento em menos de uma hora para pagamentos feitos em qualquer instituição bancária, casa lotérica ou entidade autorizada.

“Eliminamos esta barreira e passamos a confirmar todos os pagamentos em poucos instantes. À medida em que o segmento de e-commerce amadurece, se faz cada vez mais necessário oferecer aos consumidores formas de pagamento que atendam ao imediatismo do ambiente online”, comenta Ralf Germer, CEO e cofundador da PagBrasil.

Já a Celcoin focou em transações financeiras mais acessíveis por meios virtuais, prometendo alcançar mais público até mesmo que agências lotéricas, para serviços como pagamento de contas e recarga de celular. São 33 mil agentes e mais de 2,7 milhões de clientes atendidos, segundo Marcelo França, CEO da empresa. “Sabemos da importância do nosso aplicativo, tanto para microempreendedores que precisam movimentar seus negócios ou complementar renda, quanto para o público que não tem fácil acesso a instituições financeiras”, explica Marcelo.

Foi o que fez Antônia Almeida, proprietária da JF Pagamentos, há um ano, no município de Barreira, distante 73 km de Fortaleza. “Não tenho o que reclamar, é tudo beleza”, conta.

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