Economia

A segunda moradia virou primeira

Com boom de vendas pós quarentena, segmento “de praia” ressurge com força total

Flash Imobiliário
por Ricardo Bezerra
ricardobezerra@ootimista.com.br

A situação vivida pela sociedade na quarentena mudou, definitivamente, o modo pensar e viver das pessoas. Ficar mais perto da família, os cuidados adicionais com a saúde e a forte ligação com a natureza e os espaços livres foram fatores incontestáveis. Tudo isso junto teve impacto direto no mercado imobiliário.
É aquela história que tenho sempre repetido nesta coluna de que os ambientes da casa de cada um, que antes eram bons, ficaram ruins, na percepção de todos os moradores, especialmente dos donos, que, outrora, passavam o dia no trabalho.
A verdade é que nenhum de nós que vivenciamos a complexidade de um setor extremamente atrelado à conjuntura econômica nacional poderia imaginar tamanha pujança nas vendas, após um período tão prejudicial aos negócios. Porém, em meio a uma melhora geral no ambiente imobiliário, há um segmento especial, cuja surpresa em sua forte evolução positiva, foi ainda maior. Estou falando da chamada “Segunda Moradia”.
Muitas famílias, simplesmente, se mudaram para suas casas de praia. É isso mesmo! As pessoas perceberam ser possível usufruir de um luxo natural, o mar, sem prejudicar seu trabalho, uma vez que poderiam fazê-lo via home office, em qualquer lugar. Eu tenho certeza de que você conhece alguém que até hoje passa mais tempo na praia do que na sua residência urbana.
Por consequência, o volume de novos lançamentos nesse curto período e a comercialização das unidades prontas, levaram a uma situação inimaginável no passado recente: a de um estoque praticamente zerado.
Vários empreendimentos, todos muito conhecidos das principais construtoras, tiveram 100% de suas unidades comercializadas após o LockDown. Para se ter uma ideia, agora falando em números, o estoque atual da grande Fortaleza (incluindo Cumbuco, Porto das Dunas e Aquiraz-Riviera, que concentram a grande maioria dos produtos existentes) é de apenas 140 unidades, representando aproximadamente R$ 120 Milhões em VGV (Valor Geral de Vendas).
Esse montante corresponde ao faturamento total de um simples empreendimento. Trata-se de um valor irrisório, considerando-se o nosso potencial turístico e mercadológico. Afinal, somos a quinta maior metrópole do país e um destino internacional. A velocidade de vendas, por outro lado, evoluiu meteoricamente, tendo atingido ótimos 8,8%´em julho, excelentes 11,16% em agosto e fantásticos 23,45% em setembro.
O segmento de segunda moradia possui o menor estoque da atualidade e a maior velocidade de vendas dentre todos os setores do mercado, superando até mesmo, o popular. E cabe salientar que nesse estudo, realizado pela Inteligência de Mercado da Lopes Immobilis (Flash Imobiliário), não foram consideradas as vendas de outros importantes polos, a saber: Flecheiras/Guajiru e Fortim, os quais também tiveram grandes sucessos comerciais.
Portanto, nasce um grandioso nicho para ser explorado imediatamente pelas construtoras. E já há grandes lançamentos em fase final de projeto, alguns previstos para acontecer ainda neste ano. Pelo visto, o sucesso está garantido!

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