Economia

A inflação real e o mercado imobiliário como refúgio

Com o IGP-M atingindo o inimaginável percentual de 4,34% em setembro e com a taxa Selic estacionada em apenas 2% ao ano, os investidores partem para os imóveis

Flash Imobiliário
por Ricardo Bezerra
ricardobezerra@ootimista.com.br

Um dos temas mais discutidos dos últimos dias foi a disparada exorbitante do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado).  Somente em setembro último, o índice, divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), subiu inacreditáveis 4,34%. No acumulado dos últimos 12 meses, o percentual atingiu 17,94%.

Mas o que, na realidade, significa o IGP-M? Ele também é conhecido como “a inflação do aluguel”, pois é utilizado para reajustar os contratos de locação imobiliária e é composto pela média aritmética de outros três índices: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC).

Ele considera, principalmente, a variação de preços de bens de produção como matérias-primas, commodities, materiais de construção, entre outros. A verdade é que tal indexador, muito usado também nos contratos de compra e venda de imóveis, já estava crescendo muito acima da inflação oficial (IPCA).

Porém, o fato de ter subido abrupta e fortemente no mês passado, fez com que a “ficha caísse” para a maioria das pessoas que possuem alguma reserva em dinheiro, normalmente aplicado no mercado financeiro tradicional. Tal fato revelou, de forma eloquente, a triste realidade de que o poder de compra da moeda está evaporando com o tempo.

A inflação real, em parte revelada e medida pelo IGP-M, é maior do que se pensava. Muitos insumos básicos da construção civil estão em falta e os serviços em geral subiram de preço, por conta da demanda.

Entretanto, os juros da economia nacional, em especial a famosa taxa Selic, continuam muito baixos. Esta, por sinal, está com o menor percentual da sua história.

Então surge a pergunta mais importante de todas: o que fazer para manter o poder aquisitivo?  Não quero dizer que há somente uma única resposta. Todavia, posso afirmar que, dentre elas, o investimento em imóveis tende a ser um grande, seguro e rentável refúgio para as suadas economias dos brasileiros.

Nesse cenário atual, com forte procura, a solidez do patrimônio imobiliário (bem de raiz) se une à rentabilidade, já que um aluguel mensal, por menor que seja o seu percentual, já supera em muito a Selic. Mais do que isso, os últimos meses mostraram um forte aquecimento do setor, o que eleva a sua taxa de liquidez.

E para melhorar ainda mais o “momentum” do mercado imobiliário, surge outro aspecto relevante e positivo: o fato de que o setor continua com um razoável estoque que ainda está sendo comercializado com promoções e descontos.

Os preços praticados são, em alguns casos, inferiores ao próprio custo da unidade. É a tal “tempestade perfeita”. Um somatório de três fatores poderosos e incontestáveis: inflação batendo à porta + juros baixos + mercado acessível. Por tudo isso, fica mais do que comprovado que a hora é agora e que demorar muito para se garantir, pode ser tarde demais.

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