Colunista

A COP28 e a Idade das Pedras – por Erivaldo Carvalho

Presidente Lula, durante fala na cúpula do clima / Ricardo Stuckert/PR

A COP28, cúpula mundial do clima que vai até o próximo dia 12, em Dubai, acontece na tríplice fronteira entre o alerta sobre colapso ambiental, verborragia diplomática e crescimento econômico.

Na média geral, graves projeções sobre ameaça à vida na Terra dividem atenção com cobrança por mais dinheiro para preservação e promessas de transição energética.

A cúpula é um festival de contradições – a começar pelo lugar onde está sendo realizada: Dubai, uma das sedes do cartel planetário de petróleo – um dos combustíveis fósseis mais poluentes.

Quem defende diz que é, exatamente lá, no epicentro do problema, onde se deve convencer os grandes produtores. Bobagem.

Se fosse assim, o G-8 das maiores economias do mundo se reuniria em Zimbábue, país mais pobre do mundo – e não na Suíça.

A cada dia, grandes petroleiras – a exemplo da brasileira Petrobras – descobrem e têm tecnologia para explorarem novos campos de petróleo – e a demanda é crescente.

De Dubai veio a notícia de que o Brasil, com pretensões de subir no ranking dos maiores produtores globais, entrará na Opep+.

Será uma grande incoerência. Não somente por nos tirar parte do discurso pró-Amazônia.

Mas, também, por nos querer fazer acreditar que só evoluímos da Idade das Pedras quando as pedras acabaram.

Novas fontes têm preço e ritmo incompatíveis

Uma instalação de energia solar / Agência Brasil/Reprodução

As nações mais ricas são as que mais poluem.

São, também, as mais reticentes em estabelecer metas mais ousadas de sustentabilidade energética.

Na outra ponta, dezenas de países mais pobres ao redor do globo já sofrem os efeitos.

Dezenas de milhares de pessoas já morrem de calor ou inundações severas.

Novas fontes de energia – eólica e solar, entre elas –, estão em expansão.

Mas, a preços e escalas incompatíveis com o acelerado ritmo de esgotamento climático.

Eleições 2024
Ocorre desta quarta-feira (6) até sexta (8), na Assembleia Legislativa do Ceará, o IV Congresso Cearense de Direito Eleitoral (Concede).

Com o tema “Eleições 2024 – quem tem o ingresso da festa?”, o evento contará com grandes nomes do direito eleitoral nacional.

Promete discussões sobre os mais pertinentes e relevantes tópicos do pleito.

Licitações
Ocorre desta quarta-feira (6) até sexta (8), no Gran Mareiro Hotel, o 1° Congresso Brasileiro da 14.133 (nova lei das licitações e contratos).

O novo regramento será obrigatório a partir de 1º de janeiro de 2024.

O evento discutirá as principais mudanças, avanços e desafios, assim como as melhores práticas já em implementação.

Vida pública não é picadeiro
Há quem diga que é do jogo qualquer tipo de apelo para se projetar junto ao grande público – um dos pré-requisitos para a política.

O caso da vez foi a provocação de um pré-candidato a vereador de Fortaleza ao ex-ministro Ciro Gomes (PDT).

Já tivemos debutante que saiu de reality show para a Câmara dos Deputados e youtuber de mau gosto para a Assembleia Legislativa.

São sintomas dos tempos midiáticos que vivemos.

A questão é o que esperar de representantes que mandam às favas os escrúpulos pela necessidade de lacrar.

A boa escolha do novo líder

Iraguassu Filho é o novo líder do prefeito no Parlamento / Érika Fonseca/Divulgação

Foi acertada a escolha do vereador Iraguassu Filho (PDT) para o posto de novo líder do prefeito José Sarto (PDT) na Câmara Municipal de Fortaleza.

Herdeiro do vereador Iraguassu Teixeira, de saudosa memória, o representante da gestão municipal no Parlamento tem as credenciais para o cargo:

No segundo mandato na Casa, está no ponto de equilíbrio entre a experiência e a juventude política; é conhecedor da administração da Capital.

O agora líder foi titular, por exemplo, da antiga Secretaria de Trabalho, Desenvolvimento Social e Combate à Fome (Setra) na gestão do então prefeito Roberto Cláudio (PDT).

Iraguassu tem, também, o mais importante: sem arestas, é aglutinador e do diálogo.

 

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