Páginas Vermelhas

Três décadas a serviço da saúde em Fortaleza

Expansão do Hospital OTOclínica, aquisição de modernos equipamentos e início da sucessão administrativa da empresa gratificam o médico Iramar Moreira, presidente do Grupo OTO, que um dia sonhou em abrir um hospital, e foi muito além

Giuliano Villa Nova
economia@ootimista.com.br

Quando ainda era um estudante de Medicina, no início da década de 1990, Iramar Moreira tinha um sonho: abrir um hospital para atender a população de Fortaleza, já na época carente de serviços de saúde. O início foi modesto, com um reduzido espaço físico e poucos funcionários, mas sempre com um apoio fundamental. “O Hospital OTOclínica começou há 30 anos, talvez com uma ousadia minha. E, dentro dessa ousadia, teve sempre a participação da minha mulher, Nadja, sempre presente”, afirma.

Três décadas depois – que serão completadas no próximo dia 4 de novembro –, o sonho se tornou realidade, e muito mais. Atualmente, fazem parte do Grupo OTO mais de mil colaboradores, o Hospital OTO Clínica, o Hospital OTO Clínica Sul, a OTOlab Medicina Diagnóstica, a OTOimagem e a OTOvacinas, que englobam dois pronto atendimentos, seis unidades de análises clínicas, quatro unidades de imagem, serviços de hemodinâmica, centro cirúrgico (pequena, média e alta complexidade), dois centros de especialidades médicas, serviço de homecare e vacinas.

“Eu acreditava muito no crescimento, eu sonhava com o que a empresa iria se tornar no futuro, mas não imaginava que nós iríamos chegar tão longe. Esse crescimento é algo que nos envaidece muito, que é bom não só para a nossa empresa, mas para toda a população de Fortaleza”,  observa.

Outro motivo de orgulho para o Presidente do Grupo OTO é que os filhos estão dando continuidade ao negócio. Victor Moreira é CEO do Grupo OTO e Juliana Moreira, Diretora do OTOlab e da OTOvacinas.

Em entrevista para o Páginas Vermelhas, o médico Iramar Moreira traz mais detalhes da trajetória de três décadas da empresa e aborda os recentes investimentos feitos na expansão do Hospital OTOclínica – ainda mais importante neste momento de dificuldade do sistema de saúde – e na aquisição de modernos equipamentos para o atendimento aos pacientes.

Qual é a sua avaliação a respeito dos 30 anos de existência do Grupo OTO, que serão completados em 2021?
Iramar Moreira – Eu digo sempre que o Hospital OTOclínica começou há 30 anos, talvez com uma ousadia minha. E dentro dessa ousadia, teve sempre a participação da minha mulher, Nadja, sempre presente. Eu já fazia a Faculdade de Medicina na época, e já sonhava em criar um hospital. Era tudo difícil na época, mas após a aquisição de uma casa, montei meu consultório, e surgiu a ideia de começar a construção do hospital. Chegamos a inaugurar o hospital, no dia 4 de novembro de 1991. Eram só 5 leitos e 3 salas de cirurgia, quando nós iniciamos a nossa atividade hospitalar. E teve esse progresso, ao longo desse período. Na realidade, nós nunca paramos a construção, sempre fazendo um pouquinho de construção, expandindo mais um leito, mais um consultório, agregando serviços. Começamos só com essa especialidade de otorrino, hoje já temos várias especialidades, temos o maior pronto-atendimento de Fortaleza, com várias especialidades, desde otorrino, até cardiologia, clínica traumatológica. Começamos com 3 funcionários e hoje já passamos dos mil funcionários. Isso é uma coisa que vem gratificar a gente. Porque é uma atividade simpática à população. Para que você seja bom, não precisa fazer o mau, só precisa fazer o bem. É prestar um bem à população, e é um orgulho que a gente possa contribuir para a saúde da população de Fortaleza.

O público-alvo do Hospital OTOclínica é da capital cearense ou ele já atende a pacientes de outras localidades?
Iramar –
 Hoje eu tenho a certeza que o hospital já saiu de Fortaleza, da Grande Fortaleza, talvez ele tenha nome até no Estado do Ceará, e isso nos orgulha bastante. Também tenho orgulho de estarmos fazendo a transição da gestão. Meus filhos já estão à frente da empresa, na frente está o Vitor (Moreira), que é muito ousado, empreendedor, e a Juliana (Moreira). Estamos nesse progresso, e agora estamos com a inauguração desses 32 leitos, na expansão do Hospital OTOclínica. É um momento delicado que estamos vivendo, com a falta de leitos na rede de saúde, e a gente vem, nesse momento, para tentar dar um alívio para aqueles que nos procuram. Isso é muito gratificante.

Quando tudo começou, o senhor e sua equipe imaginavam chegar onde chegaram?
Iramar – Sinceramente, não. Sem dúvida, eu acreditava muito no crescimento, eu sonhava com o que a empresa iria se tornar no futuro, mas não imaginava que nós iríamos chegar tão longe. Esse crescimento é algo que nos envaidece muito, que é bom não só para a nossa empresa, mas para toda a população de Fortaleza.

Quais foram os principais desafios para que o Grupo OTO chegasse até aqui?
Iramar – Foram inúmeros desafios, desde a parte financeira, renúncias de muitas coisas. Eu digo sempre que não é só chegar até aqui, teve um filme que se passou. Não é só a fotografia de hoje, mas é realmente um filme de muitas dificuldades. Mas foi uma trajetória muito prazerosa, também. Não tenha dúvida que eu lembro mais da parte prazerosa, das vitórias que tivemos.

A qualidade no atendimento é uma questão que vocês sempre primaram, ao longo da trajetória da empresa?
Iramar – Não tenha dúvida. A gente tem que procurar ser o melhor, tentando inovar, principalmente na área médica, que é uma área cheia de inovações. Quando a gente compra um equipamento aqui, nós gostamos de comprar sempre o melhor, o que existe de melhor na praça. Mas, muitas vezes, o equipamento chega e, com pouco tempo, já fica ultrapassado. Essa é uma preocupação, tentar sempre ter o melhor, mas sempre com esse desafio.

O médico celebra a trajetória de três décadas da empresa

Pela sua experiência, o senhor percebe que o público de Fortaleza cada vez tem mais necessidades específicas, que exigem adaptação das empresas de saúde?
Iramar – Exatamente, a toda hora nós estamos investindo em tecnologia. E hoje também nós trabalhamos muito a parte de pessoal. Eu acho que a parte de atendimento humanizado é fundamental para qualquer empresa, principalmente, na área de saúde. Aqui nós acolhemos sofrimento de famílias, que chegam desesperadas. E nós temos que estar bem preparados para isso, para que a gente consiga aliviar o sofrimento dessas famílias, dos pacientes e da família, também.

De que maneira o Grupo OTO se posiciona nesse momento de pandemia, tão difícil para a saúde pública?
Iramar – É um motivo de satisfação podermos atender bem a população, mas também de muita preocupação. Porque tratar a vida é a coisa mais importante que nós temos. E, nesse momento em que nós todos estamos nervosos, pela falta de leitos, a quantidade de ligações que nós recebemos por dia, de amigos e clientes, tentando uma internação, e nós, muitas vezes, não temos vagas. Isso é preocupante, e geralmente ficamos com as mãos atadas, sem contar com a parte de estrutura e insumos, que começam a faltar na praça ou chegaram a valores exorbitantes. Isso são coisas que, às vezes, não dependem só da gente, dependemos também de terceiros. Mas, graças a Deus, estamos vencendo e vamos vencer.

Olhando para trás, nesses quase 30 anos do Grupo OTO, qual é seu sentimento, percebendo também o investimento nessa expansão, na nova ala do Hospital OTOclínica?
Iramar – É um momento de gratidão, aos clientes, e principalmente aos profissionais que trabalham conosco, porque sem eles não seríamos nada. Um orgulho que tenho a falar é dos nossos colaboradores. Quando abordamos nosso trabalho, falamos sempre de estrutura, de leitos, e equipamentos, mas o capital humano que temos hoje é invejável, e nós somos muito gratos a todos esses colaboradores.

O que o senhor pode dizer a respeito do investimento em tecnologia? As novas instalações do Hospital OTOclínica vão estar ainda mais aparelhadas para receber o público?
Iramar – Sem dúvida, hoje estamos preparados para a chegada de mais equipamentos, de radioterapia, a parte cardiológica, tomografia, além do crescimento de mais UTIs. Depois de concluir esse prédio, vamos instalar mais UTIs, são 74 leitos, perfazendo um total de 220 leitos aproximadamente, quando a construção estiver finalizada.

Qual é seu sentimento, no relacionamento com as famílias que recuperaram e continuam recuperando a saúde, graças ao trabalho de vocês?
Iramar – É um sentimento de alegria e satisfação, de saber que aqueles que nos procuram, a gente pode contribuir para a melhora desse cliente. Isso é  uma coisa que nos envaidece, nos orgulha bastante, mas sabendo que é toda a equipe do Grupo OTO, são todos os colaboradores que fazem parte desse momento.

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