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Cearense Ibyte completa 21 anos com 44 lojas e mais investimento no e-commerce

Diretor da Ibyte, Pedro Ivo Frota aponta a ampliação dos investimentos no e-commerce e a chegada da internet 5G como tendências para o setor. Amplo conhecimento das necessidades do cliente é fator estratégico para a empresa cearense, que chega aos seus 21 anos em plena transformação e expansão. Hoje, são 47 lojas e 1.120 colaboradores em oito estados

Pedro Ivo Frota, diretor da Ibyte (Fotos: Robynson Alves)

Giuliano Villa Nova
economia@ootimista.com.br

Permanecer em atividade por mais de duas décadas não é tarefa fácil para nenhuma empresa, especialmente no mundo tecnológico, em que a concorrência é crescente e as transformações são altamente velozes – tanto no que diz respeito às preferências do consumidor quanto à inovação dos equipamentos, produtos e serviços. Mas a Ibyte tem demonstrado solidez ao longo de sua história, expandindo a atuação no mercado. Entre os planos da companhia legitimamente cearense, fundada no ano 2000 por Pedro Ivo Frota, Francisco Marinho e Custódio Azevedo, estão o investimento crescente no e-commerce e na conquista de clientes além do Ceará e do Nordeste.

“Já atuamos em vários estados, por meio dos nossos canais digitais, e vamos ser mais fortes ainda. Estamos investindo na agilidade das entregas. Hoje, é possível comprar diversos itens Ibyte, em diversas capitais, e receber em até duas horas”, observa Pedro Ivo, um dos diretores da empresa, que tem aproximadamente 1.120 colaboradores, além de 44 lojas voltadas para o varejo, três lojas destinadas ao setor de atacado, dois Centros de Distribuição e presente em oito estados brasileiros.

Nesta entrevista, ele projeta as tendências tecnológicas a serem seguidas pela Ibyte nos próximos anos e os desafios que a empresa superou para se fortalecer no mercado.

O Otimista – A Ibyte está completou 21 anos. O que representa ultrapassar duas décadas de atuação no mercado?

Pedro Ivo Frota – Estamos atingindo a maioridade formal, foi um período muito dinâmico, e o fator fundamental foi a inovação, sempre passando por mudanças de consumo. Agora, mais do que nunca, o consumidor está mudando muito seus hábitos, suas compras, é algo que temos que sempre olhar para nos reinventarmos. Em 21 anos, nada pode deixar de ser avaliado e não ter uma rota de mudança.

O Otimista –  Entender o que o consumidor quer é o maior desafio, especialmente para as empresas de tecnologia?

Pedro Ivo Frota – Com certeza. Entender, saber os novos hábitos, preferências, consumo, estilo de vida e tentar facilitar ao máximo para o consumidor. A tecnologia tem que ser usada para facilitar a vida das pessoas, para elas ganharem tempo para fazer outras coisas, ter uma certa comodidade no dia a dia.

O Otimista – E quais são as ferramentas que vocês utilizam para conhecer esses hábitos e preferências?

Pedro Ivo Frota – A gente está sempre antenado com tudo o que acontece no mundo, as tendências que ocorrem principalmente nos Estados Unidos e na China. O Brasil é um país em que, mais cedo ou mais tarde, os novos hábitos de consumo chegam. Outras formas são o contato constante com os fabricantes de tecnologia e as pesquisas com os clientes, porque uma coisa é ver de fora, mas a gente costuma fazer pesquisas quantitativas e qualitativas com os nossos clientes para saber a opinião deles, o que é valor, o que eles veem de bom ou não em qualquer mudança, em qualquer tecnologia.

O Otimista – Em 21 anos, nenhuma crise foi mais difícil de enfrentar do que a pandemia?

Pedro Ivo Frota – Sem dúvida, já tivemos crises do 11 de setembro, que balançou o mundo, a de 2008, dos bancos americanos, e quando a gente trabalha com tecnologia, qualquer balanço no mundo mexe com a gente, porque interfere no dólar, que é o que precifica nossos produtos. Mas nada foi igual a que tivemos no ano passado, especialmente no começo, quando a gente não sabia como iria viver, se as empresas iriam sobreviver, foi um momento muito delicado. Nós fizemos um comitê de emergência, tínhamos reuniões pela manhã e à tarde com uma equipe multidisciplinar. E, muitas vezes, o que resolvíamos pela manhã, já tínhamos que mudar à tarde, porque vinham coisas muito rápidas. A gente tinha que se readaptar. Mas foi um momento de muita resiliência, de superação, em que muitos dos nossos colaboradores vestiram a camisa mesmo, estavam dispostos para fazer acontecer, fazendo mais do que o normal. Como tivemos uma demanda muito grande pelos nossos produtos, com o home office e o home school, a gente teve que se reinventar para conseguir vender, manter a empresa funcionando e com as lojas físicas fechadas.

O Otimista – E nesse momento, vocês estão mais fortalecidos, depois do período mais delicado da crise?

Pedro Ivo Frota – Sem dúvida. Ficamos mais resilientes, adquirimos ferramentas, de tecnologia, gestão e modo de trabalho para podermos nos aprimorar. Foi um momento que nos deixou mais fortes. Algumas empresas não conseguiram se reinventar, sofreram mais do que outras. E torcemos para que o mercado e o consumo voltem à normalidade o mais breve possível.

O Otimista – E quais são as tendências futuras, para os hábitos dos consumidores?

Pedro Ivo Frota – Ainda não estamos vivendo a Internet das Coisas (IoT), ter a casa toda conectada, o escritório, com muito mais conexão do que hoje. A geladeira, a TV, o ar-condicionado, as lâmpadas, a automação residencial, tudo conectado em rede, interligado com algumas plataformas de e-commerce. Tudo isso já é muito forte nos Estados Unidos, na China, em alguns países da Europa. De repente, falta um item na geladeira, e já dispara um pedido para um serviço de entrega. Ainda vamos viver esse tipo de coisa. Com a chegada dos assistentes de voz, começamos a provar isso, mas ainda há um mundo todo para acontecer. E nas empresas é a questão de estar em formato híbrido, que vai continuar muito forte. Junto com tudo isso virá o 5G no Brasil, que vai dar muita velocidade para as conexões.

O Otimista – Como vocês estão investindo nos canais de venda pela internet/marketplace?

Pedro Ivo Frota – Estamos no mundo digital em várias frentes, o nosso site já tem de 10 a 12 sellers (vendedores) plugados, portanto tem essa característica de marketplace, em que o consumidor pode comprar itens que não são do nosso dia a dia, como brinquedos, móveis, itens de viagem e pet. E da mesma forma, estamos plugados nos marketplaces dos grandes sellers nacionais, como Amazon, Magalu, B2W, Via Varejo. Com eles, nosso foco é comercializar os itens da nossa marca própria, a Goldentech, que tem itens de ponta, como computadores, notebooks, miniPcs. Esse intercâmbio de marketplaces é um grande investimento nosso. Outro investimento que estamos fazendo é no site B2B, para empresas. Hoje, temos nossos canais de venda por atacado que representam 35% do nosso negócio, e estamos desenvolvendo. Até o fim do ano, vamos inaugurar o e-commerce para nossos clientes corporativos ou revendedores. Eles poderão comprar, no Brasil todo, sem necessariamente estar com o consultor de vendas, tirando o pedido no balcão, no formato tradicional. Já atuamos em vários Estados, através dos nossos canais digitais, e vamos ser mais fortes ainda. Por isso, também estamos investindo na agilidade das entregas. Atualmente, é possível comprar diversos itens Ibyte, em diversas capitais, e receber em até duas horas. O intuito é atingir novos clientes e novos mercados.

O Otimista – E quais são as perspectivas para a linha Goldentech, que é marca própria de vocês?

Pedro Ivo Frota – Vamos continuar investindo nisso, hoje temos vários produtos, tanto em informática quanto produtos do lar, e uma linha de produtos que atende diretamente a provedores, e começamos na parte de energia solar. Estamos fechando parcerias com bons fabricantes e vamos atender os integradores para fazer as usinas solares. Não vamos atender o consumidor final, mas os integradores, que atendem ao consumidor final, entregando os equipamentos com velocidade e um bom custo. Até porque estaremos com o produto para pronta entrega. Pretendemos atender bem a todo o Norte e Nordeste.

O Otimista – Para vocês, qual é a importância de continuar investindo no Ceará, gerando emprego e renda para o Estado?

Pedro Ivo Frota – Aqui é a nossa casa, nascemos e nos criamos aqui, no Ceará é nossa sede, e é um Estado muito promissor para o nosso negócio. Vem de boas gestões estaduais, sempre pensando em desenvolvimento, investimento, gerar renda, o que traz um ambiente bom para negócios. Além disso, tem uma mão de obra boa, de qualidade, criativa, inovadora. É um estado em que estamos sempre dispostos a investir e expandir. Quando iniciamos, há 21 anos, era impossível pensar que chegaríamos onde estamos hoje. Nosso sentimento principal é o de gratidão, a todos os nossos colaboradores, alguns que não estão mais com a gente, mas que, em determinado momento, contribuíram com o crescimento da empresa. E outros que continuam, desde os primeiros tempos. Gratidão também aos clientes, fornecedores e parceiros.

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