Economia

Setores reforçam medidas de segurança contra covid-19 para evitar novas restrições no Ceará

Aumento do número de pessoas infectadas por covid-19 e influenza H3N2 tem levado setor produtivo cearense a intensificar medidas de fiscalização e prevenção. Comércio, serviços e indústria seguem funcionando normalmente, seguindo decreto estadual, com a exigência do uso de máscara, distanciamento e passaporte de vacinação, por exemplo

Setores seguem funcionando normalmente, respeitando os protocolos sanitários (Foto: Edimar Soares)

Crisley Cavalcante
economia@ootimista.com.br

O avanço da covid-19 em razão da variante Ômicron e do aumento dos casos do vírus influenza H3N3 no Brasil têm deixado a população apreensiva. Situações como emergências dos hospitais lotadas, cancelamentos de voos dentro do País também apresentam novos desafios para a economia nacional, em relação ao funcionamento das atividades. No Ceará, o setor produtivo local já começou a reforçar medidas de segurança para evitar medidas mais restritivas diante de uma possível 3ª onda do coronavírus neste início de 2022.

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Fortaleza, Assis Cavalcante, diz que a entidade faz parte do Comitê Estadual de Combate ao Coronavírus e que vai continuar seguindo todas as medidas adotadas de forma oficial. “Até agora, não se fala em lockdown ou fechamento de loja, tampouco em redução de horário. Estamos e seguiremos cumprindo rigorosamente o decreto do governo e os protocolos de vigilância sanitária”, explica.

Segundo ele, as pessoas que trabalham no comércio, mas que ficaram doentes, estão afastadas, com atestado. “Estamos reforçando os protocolos, exigindo o uso de máscaras, álcool em gel, higienizando os balcões, os produtos e os ambientes de trabalho. Estamos em uma corrente para que possamos dar segurança aos consumidores. As vendas continuam normal, não registramos queda. O comércio local está preparado para seguir atendendo dentro dos padrões de saúde”, destaca, citando negociação junto à Secretaria Municipal da Saúde no sentido de priorizar a vacinação dos comerciários do Centro de Fortaleza.

Momento conturbado

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Ceará (ABIH-CE), por exemplo, Fortaleza deve findar o primeiro mês do ano com taxa de ocupação hoteleira em torno de 72,5%, índice bem maior do que o registrado no ano passado (55%). Mas o setor segue atento. “Não esperávamos chegar em janeiro e vivenciar esse momento conturbado. A expectativa era de mais tranquilidade, mas seguimos trabalhando e respeitando todos os protocolos de segurança contra a covid-19 e a influenza”, afirma Régis Medeiros, presidente da ABIH-CE.

Um dos setores mais prejudicados com o último fechamento do comércio foi o de bares e restaurantes. Para presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Ceará (Abrasel-CE), Taiene Righetto, o segmento não suportará novo lockdown. “Estamos todos apreensivos e na expectativa. Não está havendo demissões, mas não estamos mais contratando como vínhamos em dezembro, por exemplo. Paramos as contratações, pois não sabemos como será. A nossa preparação segue no sentido de cumprir os protocolos sanitários, com exigência do passaporte de vacinação para entrar nos locais, respeitando o horário de funcionamento e a quantidade de pessoas, álcool em gel e distanciamento social”, reforça.

Reflexos

Na avaliação do economista Fran Bezerra, membro do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE), esse momento deverá impactar todos os setores. “Os reflexos são conhecidos, embora não haja paralisação quase total da economia como das outras vezes, possivelmente haverá perda relevante, principalmente com a falta de funcionários, de incapacidade das empresas trabalharem na sua plenitude. Os negócios tendem a perder receita, com menos consumo, menos renda e atraso na retomada da economia”, observa.

Na construção civil, as medidas que estão sendo tomadas são de fiscalização e prevenção. “Por enquanto, estamos monitorando 99 canteiros de obras de Fortaleza e Região Metropolitana. O aumento de casos não foi significativo, apenas 5% dos trabalhadores foram identificados com sintomas gripais, todos estão cumprindo atestado e isolamento, sem gerar grandes impactos nas nossas obras”, informa Patriolino Dias de Sousa, presidente do Sindicato da Indústria e Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE).

De acordo com ele, o setor segue seguindo as medidas de segurança contra a covid-19, entre os quais uso de álcool, distanciamento social e máscara. “Seguimos rigorosamente os protocolos adotado. Os nossos canteiros de obras são ambientes abertos e ventilados. E não recebemos públicos em geral, logo, o risco é menor.  Também estamos aferindo a temperatura de todos os trabalhadores nos canteiros na entrada, com atenção redobrada”, reforça.

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