Economia

Setor químico industrial no CE acumula crescimento nas vendas e tenta superar alta no valor dos insumos

helaineoliveira@ootimista.com.br

A indústria química cearense vem comemorando alguns números em vendas e empregos, mas também tem tentado superar alguns desafios. O vice-presidente do Sindquimica-CE e CEO da Intraplast, Beto Chaves, que ontem (6) concedeu entrevista ao Economia & Mercado, na TV Otimista, informou que o segmento acumula crescimento nas vendas de 30% nos últimos 12 meses até julho e agora vive uma pressão inflacionária de custos e insumos.
De acordo com ele, em comparação com o Brasil, a indústria química cearense apresentou uma evolução três vezes maior, já que, na média nacional, o crescimento foi de 10% nas vendas. “Atualmente, o setor químico é responsável por mais de 13 mil empregos no Ceará e ocupa a 6ª colocação em importância para a composição do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado”, destacou.
Beto comentou ainda que a preocupação do consumidor com a limpeza e higienização nos meses da pandemia (entre julho de 2020 e julho de 2021), fez com que a indústria de cosméticos cearense registrasse uma alta de 8% nos empregos ofertados, enquanto a de saneantes — englobando produtos de limpeza — contou com um aumento de 11,4%. Entre os desafios que o setor enfrenta estão a crise energética, a redução do poder de compra da população cearense e o preço dos insumos importados para a produção local.

Justiça tributária
Ainda durante o Economia & Mercado de ontem (6), o deputado federal Eduardo Bismarck (PDT-CE), concedeu entrevista e falou sobre o Projeto de Lei Complementar 32/21, que regulamenta a cobrança do ICMS nas operações interestaduais destinadas ao consumidor final não contribuinte. O relator do PL conseguiu que a urgência fosse aprovada na casa e a distribuição já fosse garantida em 2022. Com a urgência, o mérito deve entrar em votação nas próximas semanas. Segundo Bismarck, a perda de arrecadação estimada para os nove estados do Nordeste para o ano que vem é de aproximadamente R$ 10 bilhões. E para o Ceará, em torno de R$ 60 milhões por mês.

Crédito
Será assinado hoje (7) um Acordo de Cooperação Técnica entre o BNB, Conampe e Fampec, para facilitar o acesso ao crédito das Micro e Pequenas Empresas (MPEs) e Microempreendedores Individuais (MEIs) do Ceará.
A Fampec está em 89 municípios cearenses, com 107 associações vinculadas e 7.000 associados entre MEIs, ME e EPP.

Há vagas
O Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE espera abrir mais de 55 mil vagas de estágio e aprendizagem até janeiro de 2022. De acordo com a instituição, as vagas de estágio representam ao menos 88,8% das oportunidades, enquanto as de aprendizagem 11,2%. A oferta é 12,7% menor em relação ao ano passado, ainda reflexo da pandemia de Covid-19.

Barateando custos

Em entrevista ao Economia & Mercado da última sexta (3), na TV Otimista, Sérgio Almeida, diretor técnico da Associação dos Produtores de Camarão do Ceará, disse que a entidade vem atuando para intensificar a produção e recuperar perdas nas vendas diretas durante a pandemia. “São atualmente 1.300 produtores entre micro, pequenos, médios e grandes, espalhados em 53 municípios no Estado. Atuamos diretamente com bares, restaurantes e hotéis, fornecendo os camarões. Com isso, os pequenos produtores se reuniram para baratear os custos e a compra de insumos”, disse. Ainda segundo ele, a agricultura familiar representa mais de 95% de atuação em relação à produção no Estado, o que pede um olhar mais atento dos poderes públicos nesse sentido.

Grupo Natura &Co doa R$ 100 mil para projeto no CE

O grupo Natura &Co, que reúne as marcas Avon, Natura, The Body Shop e Aesop, doou R$ 100 mil para a ONG Amigos do Bem, que desenvolve projetos educacionais, de geração de trabalho e renda e de acesso a água, saúde e moradia na região Nordeste. O valor doado vai viabilizar a compra de 1.000 cestas básicas, que serão distribuídas a mais de 4,6 mil pessoas da região de Mauriti, no Ceará, ao longo de três meses.

 

 

 

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