Economia

O que os investidores querem das startups

Especialistas debateram, ao vivo, na TV Otimista, a importância dos aportes financeiros e das oportunidades trazidas para as empresas de base tecnológica. Prêmio Otimista de Inovação está com inscrições abertas

Nathália Bernardo com debatedores do painel: investidores buscam capacidade de realização do empreendedor (Foto: O Otimista)

Com o tema “Startups – o que os investidores querem”, o Prêmio Otimista de Inovação promoveu um painel na tarde desta segunda-feira (3), transmitido pela TV Otimista e suas plataformas. Para debater o assunto, a diretora de Jornalismo do Grupo O Otimista, Nathália Bernardo, mediou o diálogo com Francisco Holanda, diretor de Investimentos da Dupar e Conselheiro do Ninna Hub; Haroldo Rodrigues, sócio fundador da In3citi; e Francisco Morel, sócio da Astor Capital, todos com ampla experiência em investimentos em startups.

“O investidor procura em uma startup o que ela resolve, em termos de dor, que tenha um tamanho de mercado considerável, que seja capaz de tracionar. Cada investidor tem seu foco específico, mas antes de tudo, o investidor busca identificar a cabeça do empreendedor, a capacidade de entrega dos projetos que ele apresenta”, avaliou Francisco Holanda.

Para Haroldo Rodrigues, a capacidade de gerar benefícios socioambientais positivos é um aspecto cada vez mais procurado por empreendedores que visam investir em empresas de base tecnológica. “É óbvio que quando se pensa em investir em negócios como esses, a gente observa as relações de desigualdades, de assimetrias que esses negócios provocam em termos de mudanças e transformações das pessoas e seus territórios. Isso está ligado com a nova economia, que chegou de forma muito acelerada, com a pandemia, que é uma tendência desde os primeiros anos do século: o ESG, que prioriza os aspectos positivos socioambientais e de governança”, explicou o Sócio Fundador da In3citi.

“Quando se investe em startups, na maioria das vezes se olha para o futuro, por meio do perfil do empreendedor, a capacidade de execução. Os bons projetos têm empreendedores com iniciativa, para buscar o que efetivamente foi vendido para os investidores, para que eles aconteçam. O investidor precisa ter esse olhar na capacidade de execução dos empreendedores”, avaliou Francisco Morel.

Francisco Holanda, Nathália Bernardo e Haroldo Rodrigues (da esquerda para a direita): retorno para a sociedade (Foto: O Otimista).

Incentivos

Nathália Bernardo lembrou que, de acordo com dado do Distrito, hub de inovação aberta, as startups brasileiras atraíram US$ 2,3 bilhões em investimentos, no primeiro quadrimestre deste ano, 70% de tudo o que foi aportado no segmento em todo o ano de 2020. Isso demonstra o crescente potencial dessas empresas para impactar a sociedade e a economia brasileira.

“O foco dos investimentos responsáveis e éticos é equilibrar o retorno socioambiental com o retorno financeiro. E é óbvio que essa moeda de análise, esse olhar de avaliação, é mais paciente, porque esse é um mercado emergente, e é preciso apostar nos mercados disruptivos. Falar em inovação é poder compreender a capacidade criativa dos empreendedores, combinando a habilitação deles com duas competências: o senso apurado de observação e o senso de responsabilidade”, observou Haroldo Rodrigues, Sócio Fundador da In3citi.

“Desde o ano passado, com a pandemia, novos projetos, com disrupções interessantes, com soluções a problemas que passaram a existir de forma acelerada, têm surgido mais. Do lado do investidor, obviamente houve um momento de reflexão entre como o mercado financeiro como um todo ia se comportar, mas isso se ajustou rapidamente e tivemos um ano de 2020 com recorde de investimentos em startups. A tendência é que continue esse crescimento, cada vez de forma mais seletiva”, afirmou Francisco Morel, Sócio da Astor Capital.

De acordo com Francisco Holanda, a crise sanitária mexeu com os investimentos em startups, mas ao mesmo tempo trouxe oportunidades. “Às vezes as startups precisam de uma oportunidade, não só o recurso, o capital, mas a oportunidade de validar alguma problemática, com grandes corporações, que por si só conseguem angariar maiores recursos. As empresas precisaram se reinventar, e se viram diante de um cenário tão adverso, que passaram a ter um novo olhar para o mundo das startups”, disse o Diretor de Investimentos da Dupar e Conselheiro do Ninna Hub.

Nathália Bernardo, Haroldo Rodrigues e Francisco Morel (da esquerda para a direita): startups buscam oportunidades (Foto: O Otimista).

Inscrições

Desde o dia 1º de maio o Prêmio Otimista de Inovação está com as inscrições abertas. Com objetivo de ajudar a valorizar, reconhecer e projetar o potencial dos empreendedores do nosso Estado, a premiação está dividida em três fases.

Na primeira fase, as startups inscritas serão divididas pela Comissão Avaliadora, conforme estágio e maturidade do negócio, em duas categorias: Negócios de Futuro e Tração. A segunda fase, de Vídeo Pitch, terá as startups classificadas, que deverão submeter vídeo pitch de até três minutos apresentando seu produto, serviço ou projeto inovador.

Serão selecionados oito negócios para a Final – Pitch Day ao vivo, na qual as classificadas deverão se apresentar em pitch diretamente para os jurados.

Para se inscrever, a equipe deverá preencher e submeter (uma única vez) o Card da Inovação, disponível no endereço: www.ootimista.com.br/inovacao.

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