Economia

Preços sobem R$ 11,66% na Ceasa Ceará de janeiro a novembro deste ano

Índice de Preços da Ceasa Ceará (IPCE), elaborado pelo Sistema de Informação de Mercado da Ceasa-CE (Sima), registrou um aumento de 11,66% nos cinco setores pesquisados

O maracujá estão entre as mercadorias que tiveram os maiores aumentos de outubro para novembro (Foto: Divulgação)

O Índice de Preços da Ceasa Ceará (IPCE), elaborado pelo Sistema de Informação de Mercado da Ceasa-CE (Sima), registrou um aumento de 11,66% nos cinco setores pesquisados, de novembro de 2020 a novembro de 2021.

No comparativo entre os meses de outubro e novembro deste ano, as frutas que tiveram maior redução em seus preços foram a manga Tomy (-12,71%), banana prata e pacovan (-6,50%), a melancia redonda e a uva Itália (-4,45%) e a tangerina ponkan (-3,64%).

Já as que registraram maiores aumentos foram o caju vermelho (+38,82%), o maracujá azedo (+25,15%), o melão japonês (+16,07%) e o melão amarelo (+11,92%). O setor de frutas registrou aumento de (+6,38%).no acumulado anual.

Segundo Odálio Girão, analista de mercado da Ceasa-CE, os preços tiveram aumento em todos os setores no mês de novembro. “Nas frutíferas, por exemplo, o caju vermelho sofreu um grande aumento no seu preço devido ao grande consumo, pois despontou como um fruto de muita importância na alimentação da população. E o caju que estava no ciclo de produção, voltou a ser cobiçado pelos consumidores, então  preço disparou,” destaca Girão. Ele diz que o maracujá também é outro produto que disparou de preço em novembro, por conta da redução das colheitas na principal região produtora da fruta, a Ibiapaba, principalmente nos municípios de Guaraciaba do Norte, São Benedito  e Tianguá.

Setores

No setor de Folha, Flor e Haste, não houve queda de preços em nenhum produto. Já os produtos que registraram maiores aumentos nos seus preços foram o repolho híbrido (+8,86%), a couve flor (+5,49%), e a cebolinha e coentro (+5,26%). O setor registrou aumento acumulado anual de (+14, 28%).

Dentre os produtos do setor Hortaliças Fruto, houve redução nos preços da vagem macarrão (-17,30%), abóbora jacaré (-16,15%), pepino verde (-14,44%) e abóbora de leite (-11,97%). Já os maiores aumentos de preços foram para o chuchu (+28,67%), o feijão verde (+11,98%), o tomate cajá (+11,78%) e o tomate longa vida (+7,24%). O setor registrou aumento acumulado anual de (+39,42%). “No setor das Hortaliças Frutos, destaque para o aumento do tomate, tanto o tomate longa vida quanto o cajá, que dispararam de preço. É uma questão de plantio e colheita do tomate neste período, que não é satisfatório, e a menor oferta no mercado repercutiu no preço no mês de novembro,” explica Girão.

O setor de Raiz, Bulbo e Rizoma, registrou queda somente no preço da beterraba roxa (-6,33%). Já os produtos que tiveram aumento nos preços foram a cebola roxa (+37,44%), a cebola pêra (+29,81%), a macaxeira (+8,83%) e a cenoura Nantes (+8,44%). O setor registrou um aumento acumulado anual de (+15,44%). Odálio Girão explica que nesse setor, o destaque foi a aceleração no preço da cebola, principalmente a produzida no Vale do São Francisco, nos municípios de Petrolina, Petrolândia, Santa Maria e Cabrobó, onde todos tiveram redução nas colheitas e enviaram menores quantidades da cebola para os mercados do Nordeste.

Cesta básica

Na Cesta Básica, as maiores reduções de preços foram no feijão carioquinha (-3,73%), feijão preto (-3,06%), arroz beneficiado (-0,59%) e na farinha de trigo (-0,48%). Aumento nos preços do café (+22,76%), do milhão grão (+4,48%), do açúcar cristal (+4,38%) e do óleo de soja (+1,90%). O setor registrou aumento acumulado anual de (+9,67%).

“O maior destaque de aumento em novembro foi no preço do café, por conta dos insumos e da quebra de safra na região Sudeste do Brasil, por conta das geadas, especialmente em Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo, acarretando menores colheitas e fazendo o seu preço disparar no mercado do Brasil,” explica Odálio Girão.

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