Economia

Moura Dubeux tem lucro líquido de R$ 14,9 milhões no terceiro trimestre

A Moura Dubeux informou nesta quinta (12) na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o lucro líquido de R$ 14,9 milhões no terceiro trimestre. De acordo com Diego Villar, CEO da companhia, depois de realizar Oferta Pública de Ações (IPO) na B3, em fevereiro último, a empresa iniciou uma nova etapa em sua trajetória, com a retomada de resultados positivos. “Olhando para o futuro de curto, médio e longo prazos, estamos bem posicionados para seguir evoluindo. As vendas têm sido rápidas, refletindo o acerto dos lançamentos”, destacou.

O desempenho atual, na avaliação do executivo, decorre de novas e mais eficazes práticas de governança e de um planejamento estratégico que contemplou “a abertura de capital; readequação financeira; aumento consecutivo do volume de comercialização nos dois últimos trimestres, confirmando a recuperação do mercado imobiliário do Nordeste; e retomada dos lançamentos, que apresentaram boa performance, principalmente no segmento de condomínios fechados”.

A empresa destacou em comunicado que quatro empreendimentos foram lançados no terceiro trimestre, totalizando 391 unidades e somando R$ 275 milhões em Valor Geral de Vendas Bruto (VGV). Três são de alto padrão – dois em Recife e um em Fortaleza – e um de médio, localizado na segunda cidade. “Um dos edifícios, o Mimi & Leo Monte, próximo à praia de Boa Viagem, na capital pernambucana, teve todas as suas unidades residenciais vendidas no próprio mês de setembro, a partir da abertura dos negócios, no dia 4. Seu VGV bruto é de R$ 125 milhões. Os lançamentos tiveram índice VSO (Vendas Sobre Oferta) de 55,6%. Este indicador, que demonstra o percentual de unidades comercializadas em relação ao total disponível, foi de 52% no acumulado dos últimos doze meses e 28% de julho a setembro deste ano”.

Ainda segundo a empresa, no quarto trimestre, serão lançados mais seis projetos, focados nos segmentos de médio e de alto padrão. Um deles é próximo à praia de Porto de Galinhas, em Pernambuco, sendo outros três em Salvador, um em Fortaleza e um em Recife. O VGV potencial total é de R$ 494 milhões. Considerando o ano de 2020, a Companhia irá lançar R$ 769 milhões em VGV Bruto.

As vendas e adesões brutas no terceiro trimestre totalizaram R$ 325 milhões. O valor representa aumento de 273,6% em relação aos R$ 87 milhões registrados em igual período de 2019 e de 218,8% na comparação com os R$ 102 milhões referentes aos três meses imediatamente anteriores. “Tais números confirmam a recuperação do setor imobiliário na região”, ressalta Marcello Dubeux, diretor financeiro e de relações com investidores. Também se mostrou forte o resultado relativo aos estoques, que alcançou R$ 181,7 milhões. O montante significa crescimento de 98,2% ante os primeiros três meses do ano anterior (R$ 91,7 milhões).

Após dedução dos distratos, o volume de vendas e adesões líquidas ajustadas foi de R$ 278 milhões, ou 596,9% a mais do que os R$ 40 milhões do mesmo trimestre de 2019 e 263,1% acima dos R$ 77 milhões do trimestre imediatamente anterior. Considerando os dados de janeiro a setembro de 2020, este mesmo indicador somou R$ 420 milhões, contra R$ 411 milhões nos primeiros nove meses de 2019, apresentando crescimento de 2,3%.

Os números do terceiro trimestre tiveram impacto positivo na receita líquida da Moura Dubeux, que foi de R$ 198,5 milhões. Trata-se de uma expansão de 342,5% ante os R$ 44,9 milhões referentes ao mesmo período de 2019 e 241,5% na comparação com os R$ 58,1 milhões dos três meses imediatamente anteriores. De janeiro a setembro de 2020, totalizou R$ 322,9 milhões, 3,8% a mais do que os R$ 311,1 milhões no mesmo espaço de tempo do ano passado.

O lucro bruto somou R$ 59 milhões, 69,4% acima dos R$ 34,8 milhões do terceiro trimestre de 2019 e 259,3% a mais do que os R$ 16,4 milhões registrados de maio a junho de 2020. No acumulado de janeiro a setembro deste ano, foram R$ 87,4 milhões, frente a R$ 141,7 milhões nos mesmos meses do ano passado, representando redução de 38,3%. “Porém, a tendência é de crescimento, como demonstram os atuais indicadores”, disse Diego Villar, ressaltando que houve, ainda, R$ 65 milhões em geração de caixa no trimestre, reduzindo de maneira significativa o índice “Dívida Líquida/PL”, que registrou 5,6%.

IPO e nova marca
Ao abrir seu capital, em fevereiro último, a Moura Dubeux foi a primeira incorporadora do Nordeste e do Norte a realizar IPO (Oferta Pública Inicial) na B3. “Também renovamos a comunicação com os clientes, colaboradores e cidadãos, avanços que se refletiram em nova marca, mais moderna e que expressa flexibilidade, adaptação, soma e inovação, valores presentes em tudo o que planejamos, desenvolvemos e que ainda iremos realizar”, observa Marcello Dubeux.

Um exemplo dos princípios da governança corporativa da empresa encontra-se no empreendimento Mimi & Leo Monte, em Recife, onde foram instaladas gentilezas urbanas para vizinhança durante a fase de obras: bancos, área verde, local para as pessoas lavarem os pés e chuveiro para banho, pois é um local de passagem de praia. A novidade inclui um QR code no local, também entregue aos moradores da região, possibilitando comunicação direta com a central de relacionamento da companhia, para se relatarem eventuais incômodos, barulhos ou sujeira.

Fundada há 37 anos, em 1983, pelos Irmãos Aluísio, Gustavo e Marcos José Moura Dubeux, à época três jovens engenheiros, a empresa já construiu mais de 3,5 milhões de metros quadrados e entregou mais de 20 mil unidades, distribuídas em 220 empreendimentos e 285 torres. Desde 2010, entregou obras que representam VGV de aproximadamente R$ 7 bilhões.

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