Economia

Fórum Internacional de Hidrogênio Verde debate oportunidades e potencial do Ceará para o setor

O evento é um dos mais esperados pelo setor, uma vez que a movimentação interna brasileira de hidrogênio é estimada em 20 bilhões de dólares anuais até 2040.

Foto: Fiec

O Fórum Internacional do Hidrogênio Verde, promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), com organização do Grupo FRG Mídias & Eventos, começou nesta quarta-feira (24). O evento acontece em formato híbrido, para cerca de 1300 pessoas, de 16 países e de todos os estados do Brasil.

O Estado do Ceará é considerado um importante ponto de encontro para o desenvolvimento de oportunidades de negócios bilaterais envolvendo a produção de energia e biocombustível através do Hidrogênio Verde, uma realidade no Brasil.

Em mensagem de vídeo gravada para o evento, o governador Camilo Santana disse que as discussões sobre os desafios e oportunidades do combustível do futuro ocorrem em um momento importante para a economia cearense e para as questões ambientais no planeta. “O Governo do Estado vem trabalhando firme nesse sentido. Estamos implementando, em nossa ZPE, um Hub de Hidrogênio Verde, iniciativa que conta com a parceria da FIEC e da UFC. Para além da questão econômica, o hidrogênio verde é atualmente a principal alternativa para a descarbonização do planeta. Reduzir a emissão de poluentes se tornou um grande desafio para o mundo todo, e todos têm de estar unidos nesse sentido: poder público, iniciativa privada e academia”, destacou.

Camilo Santana ressaltou ainda a assinatura de 12 memorandos de entendimento com grandes multinacionais do setor e a perspectiva de novos acordos ainda neste ano, o que coloca o Ceará na vanguarda do hidrogênio verde em todo o país.

Na ocasião, o presidente da Fiec, Ricardo Cavalcante, ressaltou que lutar contra a crise climática não é mais uma opção, mas um imperativo. “O hidrogênio verde é um vetor energético que pode contribuir de maneira decisiva no processo de melhoria das condições climáticas do nosso planeta”, disse. A FIEC esteve presente na COP26, a convite do Ministério do Meio Ambiente, representando a Associação Nordeste Forte e a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Na COP26, a FIEC também mostrou o case Ceará, que a partir de uma parceria entre o Governo do Estado, a UFC e o Complexo do Pecém, criou um ambiente amplamente favorável ao hidrogênio verde. “Tudo isso pode ser perfeitamente comprovado pelos memorandos de entendimento já assinados com grandes empresas em âmbito mundial, e que estão investindo recursos para a produção do hidrogênio verde em nosso estado. E não foi por acaso que a FIEC se prontificou a apoiar esse fórum com o intuito de mais uma vez contribuir para disseminar conhecimento sobre este tema”, destacou o Presidente da FIEC.

Referência
Ao se manifestar no decorrer do evento, o do Reitor da UFC, Cândido Albuquerque, disse que a ideia de transformar o Ceará em uma referência na produção de hidrogênio verde é algo que está a entusiasmar todos os cearenses. “O Ceará tem todas as condições naturais para ser uma grande referência na produção de hidrogênio verde. As universidades estão preparadas para desvendar essa nova fronteira, para que possamos conquistar as novas tecnologias necessárias para que possamos transformar o nosso estado nessa referência internacional”, avaliou.

O evento vem para colaborar com um setor em fase de expansão. Um estudo contratado pelo World Energy Council revela que, ao final de 2020, cerca de 20 nações já possuíam estratégias de hidrogênio publicadas e outros 14 apoiavam projetos pilotos do setor. Ainda segundo o estudo, países que hoje representam 80% do PIB global devem desenvolver estratégias de hidrogênio verde até 2025, incluindo o Brasil, o qual tem a missão de reduzir 43% das emissões de gases de efeito estufa até 2030.

O mercado brasileiro segue aquecido e dados do Governo Federal já revelam esforços para o desenvolvimento do setor no país, como as diretrizes para o Programa Nacional do Hidrogênio. Além disso, o Ministério de Minas e Energia também mostra que o país conta hoje com 83% de energias renováveis em sua matriz energética, e que a mesma tem um grande potencial para gerar hidrogênio verde de forma altamente competitiva. Durante o Fórum Hidrogênio, assuntos pertinentes ao assunto estão sendo debatidos, unindo não só a experiência empresarial, mas também estudos e pesquisas da área acadêmica sobre o assunto.

Programação
O evento segue nesta quinta-feira (25). Um total de 16 painéis sobre o assunto estão previstos durante os dois dias, além de debates sobre barreiras, oportunidades, impedimentos jurídicos, tecnologias, financiamentos, capacitação e perspectivas do setor de hidrogênio. O evento é um dos mais esperados pelo setor, uma vez que a movimentação interna brasileira de hidrogênio é estimada em 20 bilhões de dólares anuais até 2040.

 

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