Economia

Fintechs ofertam linhas de crédito mais atraentes a empresas

Modalidades mais flexíveis de crédito e serviços financeiros são viabilizados com a ajuda da tecnologia. Com isso, a busca pelos serviços tem aumentado por parte dos empresários

Modalidades mais flexíveis de crédito e serviços financeiros são viabilizados com a ajuda da tecnologia. Com isso, a busca pelos serviços tem aumentado por parte dos empresários

A dificuldade de crédito ou as burocracias das grandes instituições levam clientes, inclusive os mais conservadores, a buscarem novas opções e fazerem melhores negócios. No Brasil, algumas fintechs têm produtos concorrendo diretamente com os de bancos tradicionais, principalmente para clientes corporativos de pequeno e médio portes.

A CDP Capital, empresa cearense voltada a operações de crédito, é financiadora e sócia de fintechs. Delano Macedo, sócio-fundador da CDP, defende o modelo de negócio pelas vantagens aos clientes, sejam pessoa física ou jurídica, com, por exemplo, custo de crédito mais barato.

A atratividade é possível, dentre outras razões, pelos menores custos operacionais, justificados pela digitalização e eficiência tecnológica. “A antecipação de recebíveis, por exemplo, antes só eram possíveis por grandes bancos ou factorings. Hoje, as fintechs também estruturam fundos de investimento para oferecer às empresas alternativa nesse processo. Em vez de usar recursos de bancos, capta via mercado de capitais”, exemplifica.

Nos bancos tradicionais, uma linha de crédito para capital de giro de pequenas empresas com prazo de até 365 dias pode ter juros de 5% a 237% ao ano, conforme o relatório de taxa de juros do Banco Central. A pesquisa pelas melhores condições e taxas pode levar a fintechs que oferecem antecipação de recebíveis, com juros menores e custo total da operação de crédito cerca de 30% inferior. Desde o início da pandemia, empresas têm sofrido em busca de crédito no mercado, ainda mais as pequenas e médias (PMEs), consideradas mais vulneráveis. Segundo dados do Distrito Fintech Report, 71% das PMEs têm um nível de confiança alto (55%) ou muito alto (16%) nos serviços contratados com as fintechs. Por outro lado, entre as empresas que usam instituições financeiras tradicionais, como os bancos, esses números caem para 28% e 4%, respectivamente.

A A55, fintech especializada em financiamento a empresas com base em receita previsível, já concedeu mais de R$ 100 milhões em crédito, desde 2018. CBO e cofundador da A55, André Wetter explica que o modelo de crédito adotado consegue ser mais flexível por considerar a performance da empresa e, com base em dados, como receita e base de clientes, a projeção de consumo, ao invés de garantias tradicionais como imóveis, veículos ou maquinários, por exemplo. (Lucas Braga)

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