Economia

Ceará deve produzir mais de 5GW de energia eólica em 5 anos após convênio com multinacional chinesa

A construção de quatro parques eólicos contam com suporte fábrica chinesa que será construída no Complexo do Pecém

Aflaudísio Dantas
aflaudisio@ootimista.com.br

O Ceará espera superar a produção de 5GW por meio da energia eólica nos próximos cinco anos. A meta foi discutida em encontro do secretário do Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Maia Júnior e do vice-presidente e do vice-presidente da Mingyang Smart Energy, multinacional chinesa, Larry Wang. A empresa assinou um memorando com o Governo do Ceará, no dia 10 de setembro, registrando intenção de um complexo eólico offshore no litoral cearense.

No encontro realizado nesta segunda, na sede da Sedet foram discutidos detalhes sobre a instalação de fábrica no Complexo Portuário do Pecém. A ideia do grupo chinês em transformar o Porto do Pecém em um hub de exportações de equipamentos para usinas de energia eólica offshore tanto para o Brasil e exterior.

O interesse em avançar com os termos estabelecidos no memorando assinado em setembro animou o governo. “Nós, do Governo do Estado, estamos trabalhando de forma ágil e com o compromisso de criar condições para atrair empresas que produzem energias renováveis para o Ceará. Nos comprometemos em fornecer todo o apoio insitucional para que o projeto da Mingyang seja consolidado. Estamos muito felizes e entusiamados para estabelecer essa matriz de energia limpa no Ceará e no Brasil”, afirmou o titular da Sedet, Maia Júnior.

A instalação da fábrica deve viabilizar a montagem de estruturas que vão  produzir energia eólica offshore no Ceará. Depois de pronta, a fábrica vai ajudar iniciativas que estão em andamento para a construção de quatro parques eólicos offshore.

O primeiro deles fica em Amontada.  O projeto do Complexo Eólico Marítimo Asa Branca deve produzir 400 MW. A estrutura vai ocupar 15 km de frente ao continente, a uma distância entre 3 km e 8 km da praia.

A BI Energy tem projetos prontos para instalar parques eólicos offshore em Caucaia e Camocim. Em Caucaia, na praia do Icaraí, serão 48 turbinas offshore e 11 turbinas semi-offshore, num total de 598MW de potência. Em Camocim a empresa espera, com a ajuda da fábrica do Complexo do Pecém, viabilizar a operação de 100 aerogeradores e capacidade instalada de 1,2 GW.

A Neoenergia, um gigante do setor privado na área de produção e distribuição de energia, realiza estudos preliminares e iniciou o licenciamento junto ao Ibama do parque em Amontada que vai produzir 3GW com linha de transmissão e uma subestação em terra.

Todas as iniciativas juntas chegam à capacidade de produção de 5,198 GW de energia eólica offshore.

 

 

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