Economia

Bolsa fecha seu melhor dia em 2 meses e dólar cai 1% após Selic

dólar

O otimismo predominou no mercado financeiro doméstico nesta quinta-feira (4), com investidores avaliando a decisão do Banco Central de elevar a taxa Selic a 13,75%. Embora a autoridade monetária tenha deixado a porta aberta para um novo aumento em setembro, existe a expectativa de uma pausa no aperto ao crédito.

O Ibovespa subiu 2,04%, a 105.892 pontos. É o melhor resultado do indicador que serve de parâmetro para a Bolsa de Valores brasileira desde 9 de junho, quando fechou em 107.093 pontos. O dólar comercial recuou 1,02%, a R$ 5,2220, acompanhando também uma tendência de baixa da moeda americana no exterior.

Nesta quarta-feira (4), o Ibovespa já havia subido 0,40% em uma sessão de amplos ganhos para empresas de tecnologia, varejo e finanças, que tendem a se beneficiar em um contexto de desaceleração da escalada dos juros. O mercado apostou amplamente que na elevação de 0,50 ponto percentual da taxa Selic, o que foi confirmado após a divulgação do resultado da reunião do comitê de política monetária do Banco Central.

Assim como na véspera, o preço de referência do petróleo caía nesta quinta a níveis anteriores aos dias que antecederam a invasão da Ucrânia pela Rússia. No início da noite, o barril do Brent recuava 3,55%, a US$ 93,34 (R$ 490). ​

A pesar disso, as ações mais negociadas da Petrobras sustentaram uma alta de 0,97% na Bolsa brasileira. A desvalorização da matéria-prima ocorre após relatório do governo americano reportar queda na demanda por combustíveis. Ao mesmo tempo, houve aumento dos estoques no país, explicou Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos.

O noticiário sobre desaceleração na demanda americana esfriou os preços após uma alta no começo do dia, que havia sido provocada pela decisão do cartel de países produtores de petróleo e aliados, conhecido pela sigla Opep+, de elevar sua produção em apenas 100 mil barris por dia no próximo mês. “É um acréscimo muito pequeno”, disse Arbetman.

A proposta da Opep está abaixo das expectativas dos Estados Unidos, que gostariam de uma ampliação significativamente maior. A queda dos preços dos combustíveis ajudaria o governo do presidente Joe Biden a controlar a maior inflação no país em 40 anos.

Para frear a inflação, o Fed (Federal Reserve, o banco central americano) vem aumentando a sua taxa de juros, o que já resultou em duas quedas trimestrais do PIB americano, preenchendo o critério mais importante para caracterizar uma recessão. (Clayon Castelani/Folhapress)

Deixe uma resposta

Compartilhe

VEJA OUTRAS NOTÍCIAS