Economia

Beto Studart projeta que países buscarão a autossuficiência industrial no pós pandemia

Em participação na última edição do RB Panels, o vice-presidente da CNI afirmou ainda que BSPAR tem três projetos imobiliários para lançar nos próximos meses

A pandemia de covid-19 revelou um aspecto de dependência entre países que não é positivo e, quando passada a crise, os países devem se voltar para a autossuficiência no maior número possível de itens industrializados. A avaliação é do vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Beto Studart, durante o RB Panels, bate papo virtual comandado pelo presidente da Lopes Immobilis, Ricardo Bezerra. Para exemplificar, Beto usou como exemplo a escassez de equipamentos hospitalares e EPIs, mesmo em países desenvolvidos. “Os países, ao invés de falarem somente em globalização, vão falar primeiro em auto suficiência. E o Brasil está numa situação boa, porque mesmo não tendo um base industrial forte, é um dos maiores produtores de alimento. É uma grande moeda de troca e precisamos ter essa ideia de soberania, entrar na indústria 4.0 e nos aproximar das universidades”, argumentou.

No bate papo, o ex-presidente da Fiec abordou as prováveis mudanças que devem ocorrer no mercado financeiro e ressaltou que o setor imobiliário deve ser beneficiado no pós pandemia, por se tratar de um investimento seguro. “Depois que a confiança voltar, acho que o mercado financeiro é uma coisa positiva pra todo mundo. A bolsa é boa, irriga capitais. O mercado de capitais vai voltar, o que não é bom é a renda fixa, porque vicia demais. Eu acho que com a experiência que nós estamos tendo, de mergulho dos juros, a renda fixa vai pro espaço”, analisou.

Beto afirmou ainda que os três projetos da BSPAR que estavam sendo finalizados antes da pandemia estão “na esteira, prontos para lançar”, de acordo com os movimentos no mercado. Mencionou que o BS Flower, na Praça das Flores, pode ser lançado ainda no segundo semestre e o BS Giovanna, em 2021.

Exportações em queda
Diante da paralisação das atividades econômicas, alguns itens já apresentaram quedas significativas na pauta de exportações. De acordo com a JM Aduaneira, principal empresa do setor no Ceará, os itens com maiores quedas entre janeiro e março são (-50%); celulose (-31%) e autopeças (-25%), que somam um déficit de aproximadamente U$ 1,4 bilhão de dólares. Augusto Fernandes, CEO da JM, acredita que deve haver retomada ainda neste biênio. “Acredito que o mundo sairá mais solidário e mais inclusivo. A retomada tem que dar condições de a economia retornar dando emprego”, defende.

Fecomércio discute desafios e oportunidades
A conjuntura de juros baixos e câmbio em alta pode gerar novas oportunidades de investimento no pós isolamento e será analisada em webnar que o Sistema Fecomércio, em parceria com a Nord Research, promoverá amanhã (15), às 15h, no perfil oficial da federação no YouTube. O advogado e doutor em Direito Comercial, João Rafael Furtado, que mediará o debate, avalia “ser fundamental discutir sobre os investimentos, ou seja, a alocação de recursos que as empresas devem fazer durante e após a pandemia que estamos enfrentando”. Além do presidente da Fecomércio, Maurício Filizola, participam do webnar os sócios fundadores da Nord, Bruce Barbosa, Marília Fontes e Renato Breia.


Home office

A gigante do setor financeiro XP anunciou que vai estender o trabalho remoto até dezembro, mesmo que a pandemia de covid-19 seja superada. Cerca de 2,7 mil profissionais no Brasil e nos Estados Unidos serão afetados pela medida. A ideia em estudo pela empresa é manter o maior número possível de colaboradores neste regime de trabalho.

Novos hábitos
“A nossa cultura permitiu um ajuste rápido ao cenário atual e a experiência está nos trazendo uma série de aprendizados que podem se transformar, de fato, em uma nova maneira de encarar a vida corporativa”, avalia Guilherme Sant’Anna, sócio da XP Inc. “Já somos uma empresa 100% digital, sem a dependência de o cliente nos visitar em uma ‘agência’”, ressalta.

Mallory registra 200% de aumento no e-commerce
Desde o início do isolamento social, a Mallory viu suas vendas nas plataformas on-line crescer 200% no geral e 500% considerando apenas ventiladores. “Começamos o ano com uma expectativa de crescimento positiva, já que em 2019 esse modelo cresceu 40% no Brasil de acordo com a PayPal e a BigData Corp. Agora, a pandemia nos forçou a voltar ainda mais os olhos para essas plataformas e acreditamos que é o momento para criar novas formas de interagir e reforçar a confiança com os clientes”, comemora a CEO da empresa, Annette de Castro.

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