Economia

Novos cabos submarinos ampliam conectividade e fortalecem mercado de datacenter no Ceará

Com a inauguração do cabo de fibra ótica da portuguesa EllaLink, ligando o Brasil à Europa, Fortaleza passou a ser o ponto mais conectado do mundo, segundo o Governo do Estado. Infraestrutura beneficia mercado de datacenter no Ceará

Cerca de R$ 50 milhões já foram investidos no datacenter Hostweb (Foto: Divulgação)

O lançamento do 16º cabo submarino de fibra ótica em Fortaleza, no início deste mês, favorece o mercado de datacenters no Ceará. Com a inauguração do empreendimento da portuguesa EllaLink, ligando o Brasil à Europa, a capital cearense tornou-se o ponto mais conectado do mundo, segundo o Governo do Estado. Hoje, Fortaleza é a segunda cidade com mais cabos submarinos, perdendo apenas para Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos.

“A geografia do nosso Estado privilegia a consolidação dos hubs tecnológico, portuário e aeroportuário. Mas é preciso haver continuidade de investimento em infraestrutura, tanto do setor público quanto do privado para gerar solidez. Não pode ser uma iniciativa pontual”, aponta o sócio fundador da Aveiro Consultoria, Raul dos Santos Neto.

Para ele, o Estado dispõe de datacenters modernos, mas ainda passa por um processo de aculturação, principalmente, dos médios e pequenos negócios. “É um setor que ainda tem muito a crescer”.

Hostweb e São Luiz

Com investimento de cerca de R$ 50 milhões desde a sua fundação, em 2018, o datacenter cearense Hostweb, do Grupo Secrelnet, aposta na consolidação desse mercado no Ceará.

“A expansão da estrutura de cabos contribui para melhorar a qualidade da conexão de dados para a Europa, permitindo o tráfego de dados sem a necessidade de passar pelos Estados Unidos. Com isso, existe ainda o benefício indireto de fomentar o mercado regional de empresas e a demanda por novos profissionais”, diz o gerente da Hostweb, Sérgio Uchôa. Ele destacando que, com a pandemia, o crescimento do trabalho remoto e a necessidade de distanciamento social, as empresas ficaram mais atentas à segurança dos dados.

Na contramão de empresas que atentaram em acelerar o processo digital apenas com a chegada da pandemia, há as que já vinham avançando nesse sentido antes da crise. É o caso dos Mercadinhos São Luiz, que transferiu seus dados para um datacenter externo, otimizando os processos e a segurança.

“Com um datacenter interno, é necessário estar sempre gerenciando para saber se os equipamentos estão funcionando adequadamente. A ideia de ir para um datacenter externo é exatamente transferir essa gestão. O esforço que a empresa faz para gerir esses ativos passa para o datacenter”, afirma o diretor de infraestrutura e TI dos Mercadinhos São Luiz, Márcio Falcão.

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