Covid-19

Prefeituras de SP vetam Carnaval de rua, mas permitem em clubes e bares

Desfiles de escolas de samba, shows musicais ou outras atividades que envolvam gastos aos cofres públicos no Carnaval estão suspensos

Sambódromo de São Paulo (Reprodução/Agencia Brasil)

Prefeituras do interior e do litoral de São Paulo anunciaram nos últimos dias o cancelamento em massa de atividades carnavalescas em 2022 devido ao temor de uma nova onda de contágio da covid-19, ainda mais com a descoberta da nova variante ômicron, a africana. Em muitas das cidades, porém, os vetos se restringem somente à esfera pública.

Isso significa que desfiles de escolas de samba, shows musicais ou outras atividades que envolvam gastos aos cofres públicos no Carnaval estão suspensos, mas empresas, restaurantes, bares ou clubes interessados em oferecer atrações aos foliões poderão realizar eventos.

Mais de 50 cidades do interior e do litoral paulistas anunciaram desde a última semana o cancelamento das comemorações carnavalescas, inclusive municípios sem casos do coronavírus, nem mesmo suspeitos, há muitas semanas.

Justificativa para suspensão
Entre as alegações para a suspensão, além do temor de uma nova onda da doença, estão a ausência de recursos financeiros para bancar a folia, a falta de tempo hábil para contratar a estrutura necessária e cancelamentos em conjunto com outras cidades para tentar evitar migração de foliões. Segundo as administrações, os eventos privados deverão seguir as recomendações sanitárias vigentes no período em que forem realizados.

É o que ocorre, por exemplo, em Sorocaba, uma das primeiras cidades a anunciar a suspensão do uso de recursos públicos para os festejos carnavalescos. O prefeito Rodrigo Manga (Republicanos) afirma que a decisão não se deve a alguma contrariedade com o Carnaval, mas sim para dar prioridade a setores como saúde, educação e segurança.
“Importante esclarecer que não se trata de uma medida contrária à realização do Carnaval no município. As ações dessa importante festa popular brasileira poderão ocorrer normalmente na cidade, desde que realizadas por meio de parcerias com a iniciativa privada ou recursos próprios, por exemplo”. (Folhapress)

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