Covid-19

Exército vacinou agentes da Abin sem aval do Programa Nacional de Imunização

De acordo com documentos obtidos pelo MPF, a vacinação ocorreu em 24 de junho e contemplou 130 profissionais 

Redação O Otimista

redacao@ootimista.com.br

(Foto: Divulgaçao/Abin)

O Exército brasileiro atuou diretamente na imunização contra a covid-19 de 130 servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), sem o aval de técnicos do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

A vacinação paralela, conforme divulgou o jornal Folha de S. Paulo, foi constatada pelo Ministério Público Federal (MPF), que encontrou uma lista sigilosa com nomes enviada diretamente ao Exército para que os funcionários da Abin fossem vacinados com todos os militares da ativa, pertencentes às três Forças Armadas, que estão sendo imunizados de forma privilegiada em Brasília.

De acordo com documentos reunidos pelo MPF em inquérito civil público instaurado em 25 de junho, a vacinação ocorreu de fato. O inquérito investiga o privilégio dado aos militares das Forças Armadas, às forças de segurança e aos agentes da Abin em Brasília.

Em ofício ao MPF, o secretário de Saúde do DF, Osnei Okumoto, apontou que houve pleito para vacinação dos servidores da Abin. “Por fazerem parte do grupo de funcionários da força de segurança, houve o pleito de vacinação por parte da associação dos servidores da Abin para vacinação de 130 profissionais a serem contemplados, considerando o critério de exposição de risco epidemiológico decorrente do trabalho por parte desses servidores”, cita o ofício. O documento confirma que a vacinação ocorreu na Praça dos Cristais, em Brasília, em uma parceria entre a secretaria e o Comando Militar do Planalto, do Exército.

 

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