Covid-19

Em uma semana, Ceará vacina 17% da população quilombola contra covid-19

De acordo com a Sesa, 5.200 pessoas de 80 territórios remanescentes de quilombos receberam a primeira dose do imunizante

Redação O Otimista

redacao@ootimista.com.br

(Foto: Divulgação/Governo do Estado)

Integrantes dos grupos prioritários da fase 2 para a vacinação contra a covid-19, povos tradicionais quilombolas começaram a ser imunizados no Ceará. Em uma semana, 5.200 pessoas receberam a dose que inicia processo de imunização contra o novo coronavírus.

O número de pessoas que receberam a primeira dose corresponde a cerca de 17% da população estimada dos 80 territórios remanescentes de quilombos (30 mil). A vacinação do referido grupo está assegurada pelo Plano Nacional de Imunização (PNI) e começou no último dia 29 de março.

Diretrizes da vacinação

A vacinação tem sido coordenada pela Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) e, para os povos originários e comunidades tradicionais quilombolas, tem apoio da Secretaria da Proteção Social, Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos Humanos (SPS) na orientação para os municípios cearenses. “A participação da SPS neste momento é importante, inclusive, porque muitas dessas comunidades são invisibilizadas. Então, é o momento de identificar e cadastrar essas pessoas. Essas comunidades são, em sua maioria, rurais, em territórios distantes”, explica Magda Almeida, secretária executiva da Vigilância e Regulação da Sesa.

“A vacinação dos povos quilombolas é muito importante. São povos tradicionais, em áreas quase isoladas que, por isso, têm um risco ainda maior de proliferação do vírus. Temos certeza de que conseguiremos vencer”, reforça Socorro França, titular da SPS.

Nesta semana, reunião realizada com gestores municipais e estaduais discutiram diretrizes para alinhar formas mais eficientes de vacinar o referido grupo, no intuito de acelerar processo de imunização. Dentre outras medidas, a Sesa indica que o município deve reunir-se com as lideranças quilombolas e documentar as estimativas populacionais de cada quilombo e, no caso de diferença entre a meta e a população, deve ser enviado um ofício para a Área Descentralizada de Saúde (ADS) responsável, solicitando a correção de meta e documentando essa alteração.

Reconhecimento

“A vacinação é um marco histórico para o nosso povo. Ela é, para nós, um salva-vidas, que precisamos levar a todos os quilombos, a todos os cearenses. É um momento de alegria e felicidade do nosso povo, fruto da luta da Cequirce (Comissão Estadual dos Quilombolas Rurais do Ceará) e Conaq (Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos) e de todas as lideranças quilombolas do Ceará”, acrescenta o coordenador da Cequirce, Renato Baiano.

 

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