Covid-19

Após garantir Réveillon, Prefeitura de Maceió volta atrás e cancela festa

Redação O Otimista
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A Prefeitura de Maceió volta atrás e opta por cancelar a festa de Réveillon na capital de Alagoas. A confirmação do cancelamento foi feita pelo prefeito João Henrique Caldas (PSB), conhecido como JHC, do PSB, na manhã deste sábado (4). Mais cedo, a Prefeitura havia garantido a realização da festa, mesmo com recomendações científicas propondo o contrário.

Por prudência e para não postergar ainda mais a decisão, anunciamos o cancelamento das festas do réveillon que seriam realizadas pela @PrefMaceio”, afirmou em sua conta no Twitter. “Mas a Ciência ainda tem mais dúvidas que respostas sobre a nova variante Ômicron. O nosso objetivo, hoje e sempre, é salvar vidas. Maceió tem o melhor sistema de imunização do país. Teremos 90% da população com as duas doses até o final do ano”, complementa.

Antes de Maceió, a última capital a anunciar o cancelamento foi o Rio de Janeiro. Na manhã deste sábado (4), o prefeito Eduardo Paes (PSD) disse que queria fazer a festa, mas que o (4) governo do estado era contra. “Respeitamos a ciência. Como são opiniões divergentes entre comitês científicos, vamos sempre ficar com a mais restritiva. O Comitê da prefeitura diz que pode. O do Estado diz que não. Então não pode. Vamos cancelar dessa forma a celebração oficial do réveillon do Rio”, escreveu.

A Prefeitura de Maceió resolveu seguir as recomendações do MP-AL (Ministério Público Estadual), da AMA (Associação de Municípios Alagoanos) e do Comitê Científico do Consórcio Nordeste para o cancelamento das festas que ocorreriam em sete pontos diferentes da capital.

Na quarta (1º), o MP-AL recomendou a todos os prefeitos alagoanos que “se abstenham de realizar quaisquer festividades públicas pertinentes ao Natal e Réveillon, uma vez que, além das aglomerações, os eventos incidirão em gastos de recursos públicos”.

Para isso, argumenta que várias outras capitais do país cancelaram as festas e que a variante ômicron tem maior grau maior de transmissão, e a possibilidade das aglomerações poderá fazer com o que o estado volte a ter um alto número de contaminados.

O presidente da AMA, Hugo Wanderley, também pediu que os colegas prefeitos sigam a recomendação. Ele afirma que o pedido foi feito em consenso com o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Alagoas. “Nossa preocupação sempre foi e vai continuar sendo preservar vidas. Mas também preservamos os recursos públicos, evitando que as prefeituras façam contratações de festas, que depois podem não ser realizadas”, afirmou.

Na sexta (3), foi a fez do comitê científico do Consórcio Nordeste pedir o cancelamento das festas, indicando que, apesar da ocupação baixa de leitos de UTI (unidade de terapia intensiva) e da estabilização em baixa no número de casos e mortes, apenas 51,4% da população no estado têm ciclo vacinal completo. “A pandemia existe e deve ser considerada. Ainda não existe segurança sanitária para quaisquer atividades presenciais sem protocolos de distanciamento, proteção e testagem, principalmente em grandes aglomerações como as de final de ano e carnaval”, afirma.

Procurada pela reportagem nesta sexta, a prefeitura reafirmou o conteúdo da nota e afirmou que o Réveillon, a princípio, segue mantido. A Secretaria Municipal de Saúde não quis comentar o tema. Maceió é um dos destinos mais procurados por brasileiros e estrangeiros no país na alta temporada. A ocupação hoteleira em Maceió no último feriado prolongado, de 15 de novembro, foi de 92%, segundo a Abih (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis) de Alagoas. A expectativa é que os hotéis fiquem lotados para a virada de ano.

Em Maceió não há decreto -nem municipal, nem estadual- que obrigue eventos a adotar o passaporte sanitário. Alagoas tem tradição de realizar grandes festas de Réveillon não só na capital, mas em praias mais distantes, como São Miguel dos Milagres (a 100 km de Maceió). (com informações da Folhapress)

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