Colunista

O fator Guimarães nas eleições de 2024 no Ceará – por Erivaldo Carvalho

Petista é líder do governo Lula / Marck Castro/Câmara dos Deputados

É mais ou menos comum e previsível a movimentação política do momento, focada nas eleições municipais de 2024.

No caso específico, olhando para a cadeira atualmente ocupada pelo prefeito de Fortaleza, José Sarto Nogueira (PDT).

Trata-se de arranjos e posicionamentos dos grupos e líderes – veteranos e novatos. É por onde o tabuleiro começa a ser montado.

Nesse ponto, surge a necessidade do controle partidário. Não é à toa que todo político busca o comando de uma sigla.

Direcionamentos
É onde entra a figura de José Nobre Guimarães (PT). Serão do deputado federal alguns dos direcionamentos que definirão os palanques do ano que vem.

Histórico no partido, Guimarães tem, há muito tempo, ascensão na cúpula nacional da legenda – é vice-presidente nacional.

O petista é o único do Nordeste a furar o bloqueio de São Paulo e arredores.

O parlamentar é o político da região mais influente em Brasília fora da lista de ex-governadores ligados ao Palácio do Planalto.

No Ceará, Guimarães mantém liderança sobre diretórios há quase três décadas – desde quando desbravava o Interior, com mochila nas costas, fundando comissões provisórias.

O petista já teve muitos altos e baixos. Num desses reveses, teve o mandato de deputado estadual ameaçado de cassação.

O que quer Guimarães
Com esse perfil e peso, o deputado federal tem projeto de trocar a Câmara dos Deputados pelo Senado.

A exemplo de praticamente toda a safra política atual, o cearense olha para 2026, tendo as eleições do ano que vem como rito de passagem.

Com assento de destaque à mesa de negociações, Guimarães assiste e dará algumas das cartas a partir de Brasília.

Atualmente, o cearense é líder do governo Lula na Câmara dos Deputados.

O nível de acesso, inclusive a cúpulas partidárias, é uma vantagem competitiva em negociações de alianças e palanques regionais e locais.

Freio de arrumação
Alojado nos palácios do Planalto e da Abolição, o PT de Guimarães fará esforços hercúleos para sair fortalecido das urnas em 2024.

Menos à esquerda e mais ao centro, o PT deverá ser mais pragmático do que já fora, em 2022.

Para tanto, o partido se prepara para entrar em campo – e não será agora.

O próprio Guimarães definiu assim os movimentos de pré-candidaturas, convites de filiação e demais especulações:

“É precipitada qualquer discussão de candidaturas agora”.

Vindo de quem sabe que o timming pode ser decisivo, a declaração foi uma espécie de freio de arrumação.

 

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