Colunista

José Sarto sinaliza querer ser prefeito nos 300 anos de Fortaleza – por Erivaldo Carvalho

Capital fez 297 anos neste 13 de abril / Jade Queiroz/MTur

Os ecos das formalidades pelos 297 anos do Município de Fortaleza, transcorridos nesta quinta-feira (13), aos poucos, ficarão para trás. Alguns atos, gestos e simbolismos, no entanto, seguirão reverberando, politicamente.

Focado na agenda positiva, o Paço Municipal promoveu shows, fez homenagens e anunciou pacote de obras. Mas veio do prefeito José Sarto (PDT) a principal sinalização de que o aniversário da Cidade será um marco importante na corrida eleitoral de 2024.

Em entrevista à rádio O Povo/CBN, o pedetista disse, claramente, que é pré-candidato à reeleição. “Me coloco como pré-candidato por entender que estamos liderando um processo que chegará com a realização de praticamente 100% que nos comprometemos na campanha”, disse Sarto.

As palavras do chefe do Executivo apontam em pelo menos duas direções. A primeira: há um projeto na Capital do Estado em curso, conduzido por ele, que segundo o próprio, do ponto de vista dos resultados, está no caminho certo.

O segundo ponto não é menos importante: a declaração de Sarto é uma mensagem ao próprio grupo. Ao se colocar como pré-candidato a mais quatro anos no Paço, ele tenta bloquear algum plano B, sinalizando disposição política para tentar ser prefeito nos 300 anos de Fortaleza, no meio do próximo mandato.

2024 passará por hegemonismo e avaliação de gestões

Governador Elmano será avaliado / Carlos Gibaja/Divulgação

Há muitas variáveis na contabilidade política para as eleições de Fortaleza no ano que vem. Uma delas, admitida nos bastidores: as forças políticas do Ceará vão entregar Fortaleza ao PT, que já controla os governos Federal e do Estado? A resposta não é simples e passa pela boa e velha avaliação – do presidente Lula, que deverá seguir como importante personagem –, à gestão José Sarto, passando pelo governo de Elmano de Freitas (PT).

Comunicação é percepção
Num mundo tão acelerado, o poder da comunicação política nunca foi tão essencial, assim como jamais fez tantas vítimas. Basta um vazamento para todo um planejamento estratégico ir por água abaixo. O mesmo pode acontecer numa má condução de calendário de divulgação. Sem mencionar – e, nos dias de hoje, isso é para lá de determinante –, quando há excesso de exposição ou escassez de alinhamento. Em qualquer das situações acima, não se engane: comunicação não é o que se diz ou se faz. É o que os outros percebem.

Moeda e poder
A ideia do dólar americano deixar de ser parâmetro global para transações financeiras é mais um sinal de que a hegemonia de Washington caminha para o declínio. É só olhar no retrovisor. O franco e a libra já tiveram seus séculos de glória – na época dos impérios francês e britânico, respectivamente. Os Estados Unidos, com razão, estão na defensiva.

Debate tenso
Os governos, de maneira geral, parecem estar desorientados ou pouco à vontade no enfrentamento à violência no ambiente escolar. Pressionados, tentam dar respostas. Anunciam mais segurança. No limite, admitem banir redes sociais. O debate está tenso, sob o risco de medidas serem mal interpretadas, o que só aumentaria a histeria social.

Sobre desenvolvimento econômico

Vereador Pedro Matos (PL) em entrevista à TV Otimista / Divulgação

Efetivado vereador de Fortaleza, no início de fevereiro deste ano, o advogado Pedro Matos (PL) preside a Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor). Nessa condição, vem coordenando importantes debates na área. Pelo colegiado também passam projetos que dizem respeito ao empreendedorismo. Em entrevista ao programa Política, da TV Otimista, o parlamentar do PL destacou a força dos pequenos negócios nos bairros populares da Cidade. Ele diz que é grande a demanda por informações sobre capacitação e formalização. Pedro Matos ressaltou, ainda, o apoio e a sensibilidade da maioria dos empresários com a causa.

 

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