Colunista

Erivaldo Carvalho: Datafolha, empate técnico e o voto útil para ganhar no 1º turno

Presidenciáveis travam batalhes políticas e jurídicas / Reprodução

O Datafolha desta quarta-feira (19) dá empate técnico – no limite da margem de erro -, entre o presidente Lula (PT) e o candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL).

Índices, em votos totais: Lula tem 49% e Bolsonaro, 45%. Brancos e nulos somam 4% e indecisos, 1%.

Com 2pp na margem de erro, o petista pode ter entre 51% e 47%, e Bolsonaro, entre 47% e 43%.

O resultado escala a tensão da campanha, quando faltam 11 dias para a votação que definirá o próximo presidente da República.

Antes de prosseguir, é justo registrar que empate técnico, no limite da margem de erro, é cenário, estatisticamente, improvável.

Mas, a essas a alturas, quem está dando bola para a valiosa estatística, já tão vilipendiada nesta imprevisível corrida ao Palácio do Planalto?

Aproximação
Segundo os dados do Datafolha, Lula segue na frente. Mas, numa espécie de movimento ou onda que pode ter nascido antes mesmo de 2 de outubro, Bolsonaro se aproxima, lento e continuamente.

Na média geral das últimas pesquisas, o petista ficou praticamente estável, enquanto o candidato do PL oscila para cima, discretamente.

O “discretamente”, nesse caso, é algo relativo. Dependendo do ponto de vista, é relevante, com força para fazer o PT ter de quebrar todos os lacres dos alarmes instalados na campanha.

De acordo com o instituto paulista, 94% dos eleitores estão “totalmente decididos” sobre o voto a presidente. Ou seja, o eleitor flutuante, à espera de ser fisgado, está muito escasso.

Numa situação dessas, oscilar na margem de erro não é nada desprezível.

Caixas de ferramentas
Mesmo com governo desorganizado e o presidente cavando covas eleitorais para si, a candidatura Bolsonaro mostra-se mais competitiva do que se imaginava.

Não à toa, ambas as campanhas escancararam suas caixas de ferramentas, com sangrentas guerrilhas política e jurídica, com base em fake news e bombas morais.

Lula e o 1º turno
Há pouco mais de duas semanas, a expectativa era Lula ser eleito no 1º turno.

De lá para cá, a imagem do governo melhorou e a gestão federal não para de anunciar medidas eleitoreiras, de olho no voto popular – reduto do petista.

O esforço por voto útil, na reta final de setembro, para Lula ganhar 1º turno, pode ser visto, hoje, 17 dias depois, como algo que o PT temia que fosse acontecer.

Tanto que agora, Lula e o PT parecem manter o esforço para somente conter o crescimento de Bolsonaro.

Deixe uma resposta

Compartilhe

VEJA OUTRAS NOTÍCIAS