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Erivaldo Carvalho: A atuação da Polícia Rodoviária Federal neste 2º turno

Transporte de eleitor foi para o centro do debate / Reprodução
Um dos principais campos de batalha política de 2022, o Nordeste seguiu nas manchetes deste domingo eleitoral.
 
No centro do debate, está a atuação da Polícia Rodoviária Federal (PRF), cujos integrantes são, em sua maioria, simpatizantes a Bolsonaro.
 
Petistas e adjacências acusam a PRF de estar, no mínimo, atrasando o processo de votação. No limite, Lula estaria sendo prejudicado.
 
Bolsonaro elegeu a região como território estratégico. Para ter chance de virar, precisa reduzir a diferença eleitoral entre nordestinos.
 
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, entrou em cena e baixou seguidas determinações contra a PRF.
 
O caso acontece em meio a gratuidade no transporte público em dezenas de cidades do País, para incentivar a votação.
 
A atuação da PRF estaria na contramão dos esforços, que visam a reduzir as taxas de abstenção. No 1º turno, 32 milhões não votaram.
 
É importante registrar que, historicamente, a abstenção é maior no segundo turno. Particularmente, em estados onde não há 2º turno para o Governo do Estado.
 
Há indícios de que as operações da PRF deste domingo tenham sido planejadas com viés político.
 
Vamos aguardar. Mas já dá para arriscar o seguinte:
 
Perdendo, Bolsonaro, certamente, listará a atuação de Moraes em mais uma suposta ação que o prejudicou. 
 
Perdendo, Lula acusará o aparelhamento da PRF, particularmente no Nordeste, por parte do bolsonarismo.

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