Colunista

A responsabilidade dos deputados federais com a Cidade de Fortaleza – por Erivaldo Carvalho

Capital do Ceará é principal colégio eleitoral do Estado / PMF/Divulgação

Se em disputas majoritárias, Fortaleza é a principal batalha das guerras eleitorais no Estado, na corrida proporcional – deputados federais e estaduais –, a lógica não é diferente.

Pois bem. A joia da coroa política do Ceará precisa ser igualmente compreendida, com peso diferenciado, no que diz respeito a suas demandas financeiras – particularmente, em se tratando da bancada do Ceará em Brasília.

São mais de 1,8 milhão de votos que ajudam – ou são determinantes –, na eleição de muitos dos representantes legislativos, na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. Alguns, inclusive, tentam chegar à Prefeitura.

A maioria dos eleitos já faz muito pela Capital, como divulgam os próprios, durante a liberação de emendas. Mas dá para fazer mais. Tudo em uma gestão gigantesca e complexa, como esta, demanda recursos na casa de muitos dígitos.

O tempo é de incertezas econômicas no mundo e no Brasil. As oscilações baterão nos cofres públicos municipais de todo o País. Em escala, os impactos serão mais fortes nos orçamentos maiores.

A reflexão acima vale para os federais veteranos, que já se debruçam sobre os gargalos de Fortaleza, e para os debutantes, que igualmente têm o dever de olhar para o município onde vivem quase 30% dos cearenses.

Relação com Estado tem histórico de parcerias

A sede do Executivo Estadual / Reprodução

O Município de Fortaleza tem bom histórico de relações institucionais que geram parcerias administrativas com o Governo do Estado. São raros, somente para comprovar a regra geral, episódios em que a refrega política fica acima dos interesses da Capital. Na Assembleia Legislativa, também é visível a boa vontade dos deputados estaduais, – vários deles muito bem votados na Cidade – quando se trata de questões financeiras envolvendo gargalos da gestão.

Dilma e o sentido dos Brics
Está cada vez mais factível a ida da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) para o banco dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). A indicação já estaria acertada na cúpula. A questão não é a polêmica passagem de Dilma pelo governo brasileiro nem a declarada reparação histórica à petista. O problema é que a instituição não é mais o que o banqueiro Jim O’Neill pensava, ao criar a sigla, há 22 anos. China é, hoje, a 2ª economia mundial, Índia caminha para ser a 3ª e a Rússia está em guerra. Ou seja, o projeto ficou anacrônico.

Bolsonaro tóxico
São favas contadas a ida do ex-presidente Bolsonaro às barras dos tribunais. O homem que tirou 58 milhões de votos há menos de quatro meses virou figura política tóxica – aqui e fora do País. A escalada de investigações contra o ex-mandatário vai afastar, cada vez mais, seus simpatizantes da direita. Instinto de sobrevivência não tem ideologia.

Ceará Sem Fome
A primeira promessa de campanha do governo Elmano de Freitas (PT) está prestes a virar realidade. Nesta terça-feira (14), o plenário da Assembleia Legislativa deve votar o projeto Ceará Sem Fome, enviado pelo Abolição. Serão R$ 230 milhões em programas e ações em combate à insegurança alimentar e nutricional do Ceará. Um bom começo.

A disposição do início em 1º mandato

O plenário da Assembleia Legislativa do Estado / Paulo Rocha/Alece

A primeira semana de trabalho na Assembleia Legislativa foi movimentada. Já passa de 120 a quantidade de proposições. São 46 parlamentares. Alguns, inclusive, tiveram de madrugar, para terem acesso à tribuna, de onde puderam estrear na atual legislatura. A disposição de elaborar normas e leis, entretanto, esbarra nas barreiras constitucionais. É muito estreita a margem de atuação de um deputado estadual. Em linhas gerais, ficam espremidos entre as atribuições de âmbitos municipal e federal, além das restrições impostas pelas funções privativas do Executivo. Este último ponto explica, inclusive, porque há tantos projetos de indicação – como o nome entrega, sem peso legal.00

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